quarta-feira, 28 fevereiro 2024

Pedreira em Itaquera

 Brasil encara jogo duro da Argentina às 16h, tentando manter os 100%

Seleção | Time já treinou na Neo Química Arena ontem (Foto:
Lucas Figueiredo | CBF)

Após vencer o Chile em Santiago sem jogar um bom futebol, ainda que com diversos desfalques na convocação, a seleção brasileira recebe neste domingo (5) a Argentina, às 16h, na Neo Química Arena, em São Paulo, em confronto válido pelas Eliminatórias.
A equipe de Tite busca manter os 100% de aproveitamento na disputa sul-americana. Em sete partidas, o Brasil soma 21 pontos, seis a mais que os alvicelestes, vice-líderes.

O duelo em Itaquera será o primeiro clássico entre os rivais desde a final da última Copa América, no Maracanã, vencida pelos argentinos, que encerraram um jejum de 28 anos sem títulos com a conquista no Rio de Janeiro.
No confronto decisivo pelo torneio continental, em julho, para o qual o Brasil chegou como favorito, a seleção comandada pelo técnico Lionel Scaloni impôs um jogo mais físico, procurando cortar a circulação de bola e as combinações de passes do time brasileiro. Funcionou.
Foi a partida da competição em que a Argentina mais recebeu cartões amarelos, 5. Foi também o segundo jogo mais faltoso da equipe na Copa América (19 faltas, contra 20 da semifinal diante da Colômbia), de acordo com dados da plataforma SofaScore.
A estratégia fez com que a seleção brasileira precisasse apelar igualmente a uma maior imposição física. O que explica, em parte, porque os brasileiros fizeram mais faltas que os argentinos: 22 contra 19. Apesar disso, o plano adotado pelos rivais gerou reclamações de Tite após a derrota por 1 a 0, gol de Ángel Di María.
“Um jogo picotado, que a gente queria jogar, mas o que tinha era antijogo, cavando faltas o tempo todo, demora para bater, árbitro… Não deu ritmo, a gente queria jogar. Defensivamente [a Argentina] é uma equipe muito bem postada, com o goleiro vindo muito bem, com uma linha de quatro com qualidade, peças de reposição importantes. Volto a dizer: tem mérito do outro lado”, afirmou o treinador.
Jogos com essa característica, em que a estratégia do adversário passa por tirar a fluidez e o conforto do Brasil a partir do confronto físico, têm sido difíceis para a seleção.
Também na Copa América, contra a Colômbia ainda na fase de grupos, a equipe conseguiu a virada por 2 a 1 apenas no último minuto, num confronto que seguiu roteiro semelhante ao da decisão.
Na vitória da última quinta-feira (2), sobre o Chile, em Santiago, o que mais chamou a atenção no desempenho da seleção foi menos a estratégia rival e mais a descoordenação da própria equipe.
Equilibrar o duelo a partir do que chamam de “fisicalidad” poderá ser novamente o plano da Argentina para sair vitorioso de solo brasileiro.

Já funcionou anteriormente, e o que foi um sucesso para os argentinos na decisão da Copa América parece ser um caminho interessante para os adversários da seleção verde-amarela nos próximos enfrentamentos continentais. Mas só para os adversários. 

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