
A Ponte Preta deu início ao planejamento para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro em meio a um cenário de reconstrução, após o rebaixamento no Campeonato Paulista com campanha sem vitórias. A diretoria trabalha para reformular o elenco e reorganizar as finanças, com a intenção de reforçar a base do grupo que disputou o Estadual por meio da contratação de dois a quatro jogadores.
Paralelamente, o clube aguarda o retorno do meia Serginho e do atacante Bruno Lopes, que estavam emprestados ao North, de Minas Gerais. Os dois têm contrato com a Ponte Preta e, segundo as informações divulgadas, já foram comunicados que fazem parte dos planos para a sequência do ano.
Ação trabalhista e cobranças do sindicato
O processo de reestruturação ocorre enquanto o clube lida com pendências fora de campo. A Ponte foi acionada na Justiça do Trabalho pelo Sindesporte (Sindicato dos Empregados de Clubes Esportivos e em Federações, Confederações e Academias Esportivas no Estado de São Paulo), que coBRA R$ 864.915,78 por supostos débitos trabalhistas.
A ação, protocolada no início de fevereiro no TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região), aponta atrasos salariais, não pagamento do 13∘ salário de 2025, ausência de depósitos de FGTS desde janeiro de 2021 e férias quitadas fora do prazo legal. O sindicato representa funcionários que atuam no estádio Moisés Lucarelli, no CT do Jardim Eulina e no Paineiras.
Salários regularizados e tentativa de estabilização
Em meio às cobranças, a diretoria informou que regularizou os salários de dezembro dos jogadores. Um dia antes, o clube já havia quitado pendências com funcionários e prestadores de serviço, dentro do esforço para equilibrar as contas antes do início da Série B, previsto para março.
Além do valor principal, a cobrança inclui multas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho e honorários advocatícios. O Sindesporte também pede a apresentação da relação completa de empregados, folhas de pagamento, livros contábeis e comprovantes de recolhimento do FGTS dos últimos anos.
Marcelo Fernandes será discutido após jogo com o São Paulo
No futebol, o futuro do técnico Marcelo Fernandes permanece em aberto. Campeão da Série C em 2025, ele tem contrato até o fim de 2026, mas deve se reunir com a diretoria após o confronto contra o São Paulo, que marca a despedida da equipe no Paulistão.
Durante o período de instabilidade financeira, Marcelo recebeu sondagens de Santa Cruz e Botafogo-PB, mas optou por seguir no clube. Ainda assim, o rebaixamento estadual ampliou o ambiente de indefinição para a sequência da temporada.
Fim da participação na elite estadual
A partida contra o São Paulo encerra a participação da Ponte Preta na primeira divisão do Campeonato Paulista. Após três temporadas consecutivas na elite, desde o título da Série A2 em 2023, o clube voltará a disputar a segunda divisão estadual em 2027, enquanto tenta reconstruir o caminho na Série B nacional.





