sábado, 15 junho 2024

Ao mestre, com carinho…

AILTON GONÇALVES DIAS FILHO / PASTOR PRESBITERIANO 

 Tive o privilégio de ser alfabetizado por minha mãe. Ela foi minha primeira e doce professora. Minha escola ficava a nove quilômetros de distância, na zona rural de Ipanema, no Leste de Minas. Além de aluno, eu era seu companheiro naquelas estradas poeirentas de então. Lembro-me de minhas pernas inchadas de tanto caminhar, aos sete anos de idade. Mas, ela foi minha primeira e grande mestra na vida. Um privilégio.

Hoje, dia 15 de outubro, Dia do Professor, quero usar este espaço para homenagear esses profissionais fantásticos e de verdadeira relevância para uma nação: nossos queridos professores. A data foi oficializada por meio do Decreto Federal número 52.682, publicado em 14 de outubro de 1963. O dia escolhido para a homenagem faz referência ao Imperador Dom Pedro I, que, em 15 de outubro de 1827, estabeleceu no país a Lei Imperial sobre o Ensino Elementar no Brasil. Lei que é considerada um passo largo na educação porque tratava dos objetos de estudo dos alunos.

O professor é um profissional de grande importância porque participa da e na formação de todos os outros profissionais. Ele está presente na Educação Infantil, no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e no Ensino Superior. Todos nós, sem nenhuma exceção, tivemos aqueles professores que marcaram profundamente nossas vidas. Em cada etapa de nossa formação, via de regra, tivemos um mestre que nos deixou lembranças boas. Tenho certeza que, enquanto você lê este artigo, está lembrando de algum professor seu. Reiterando a importância desse profissional na vida de todos nós.

No Brasil, por força de Lei, todos os orçamentos dos entes federativos são obrigados a ter uma dotação de 25% para a Educação. Foi e é uma boa medida para a aplicação do dinheiro público. Mas, o professor não é o profissional mais bem remunerado do país. Deveria ser. O país ainda tem, em sua memória recente, greves de professores, em vários âmbitos, por melhorias salariais. Ainda está na memória de todos nós o bordão criado pelo humorista Chico Anísio, que na pele do “Professor” Raimundo, encerrava cada episódio de sua “escolinha”, dizendo: “E o salário…ó!”.

Parabéns, queridos professores! Que Deus continue a abençoá-los na sublime tarefa de formar e transformar vidas. Que o magistério seja exercido com a consciência de uma sagrada vocação. A vocação de ensinar e influenciar gerações inteiras. A melhoria de nossa sociedade e nação passa pelas mãos de nossos professores. Que Deus os abençoe. É isso!

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