quarta-feira, 24 julho 2024

Assassinos policiais

Por Mario Eugenio Saturno 

Gente má, ou seja, que causa dano, prejuízo, existe em todos os setores da sociedade humana. Certamente, quanto mais importante, ou seja, pertencente a uma elite social, mais mal causa à comunidade e, sem dúvida alguma, à Pátria. Assim, políticos, fiscais, juízes causam um dano que impede uma nação de ser grande e progressista.

Porém, policiais e militares que recebem armas para proteger o cidadão precisam ser escrutinados periodicamente porque causam danos irreparáveis à cidadania. Militares que não respeitam a hierarquia e a Constituição não servem à Pátria. É preciso lembrar também que um mau cidadão, um ladrão, ainda é um cidadão que precisa ser protegido dele mesmo, já que comete delito contra ele mesmo.

Quem sofre uma injustiça, acredita que o perpetrador tem que sofrer uma punição ainda mais injusta que recebeu. Não canso de lembrar Talião ou o Código de Hamurabi (de 1772 a.C.) que já proibia essa vingança brutal. Quem ler apenas o primeiro capítulo de “A República” de Platão (publicado na década de 370 a.C.) já saberá que maltratar um prisioneiro só o torna pior. Somente um governante estúpido semeia assassinos em uma cadeia de larápios.

É claro que utilizar o método Giraldi para treinar policiais é um avanço mas é necessário que se desenvolvam métodos para identificar assassinos frios inseridos no meio e acabar com o acobertamento dos colegas, são cúmplices ativos.

Basta abrir os jornais para ver o desastre de nossas polícias. Neste último 20 de agosto, encontraram o corpo do jovem Gabriel Cavalheiro, conhecido cavaleiro gaúcho em Gabriel, no Rio Grande do Sul, que desaparecera após uma abordagem policial, três policiais estão presos.

Há um mês, o policial penal federal Jorge Guaranho, bolsonarista declarado e fanático, invadiu a festa de aniversário e matou a tiros Marcelo Arruda, tesoureiro do PT. Um crime de ódio inadmissível e imperdoável na nossa Pátria contra um pai, um marido, um filho, em seu aniversário e com amigos bolsonaristas presentes.

Policiais militares em Goiânia prenderam Henrique Nogueira, um jovem de 28 anos, logo depois, ele foi encontrado morto. É claro que os covardes negaram conhecer qualquer fato relacionado, mas eles foram filmados colocando o rapaz na viatura policial por câmeras de segurança.

Outro caso de ódio inacreditável foi o assassinato de um cidadão que defende o Brasil nos esportes, o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo, 33, oito vezes campeão mundial. Ficou conhecido como um dos melhores da história. Sem dúvida, um panteão nacional, extinto por policial desqualificado e que já havia cometido muitos crimes.

Após assassinar Leandro, o tenente Henrique Veloso esteve em uma boate famosa e cara, a Bahamas, zona sul de São Paulo, onde gastou R$ 1.589, incluindo entrada, bebidas e taxa paga por sair com uma garota de programa, um gasto muito estranho para um servidor público da segurança.

Estranho mesmo é que o policial continuava na força e com arma da corporação após envolver-se em outras brigas antes, desacatar e agredir colegas policiais e condenado pelo Tribunal de Justiça Militar.

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