quinta-feira, 26 fevereiro 2026
NOVA ERA

Revolução da IA atrai cerca de 3 mil pessoas à Aula Magna da FAM

Realizado no Americana Hall, o encontro reuniu estudantes, professores, autoridades e convidados, para discutir as transformações provocadas pela nova era digital
Por
Diego Rodrigues

O especialista em inteligência artificial Gil Giardelli esteve em Americana, onde ministrou uma aula magna promovida pela Faculdade de Americana sobre os impactos e desafios propostos pela revolução da inteligência artificial. Realizado no Americana Hall, o encontro reuniu aproximadamente três mil pessoas, entre estudantes, professores, autoridades e convidados, para discutir as transformações provocadas pela nova era digital.

Prosperidade e desafio da inclusão
Durante a passagem pela cidade, Giardelli afirmou que ainda estamos deixando de enxergar a real dimensão da mudança em curso. Na avaliação dele, o mundo entra em um período de grande prosperidade, mas o principal debate é como distribuir esses avanços de forma ampla.

“Estamos entrando na era de uma grande prosperidade, e o desafio é como compartilhar isso com toda a sociedade”, afirmou. Trata-se de um tempo marcado por novas formas de trabalhar e estudar, que exigem adaptação rápida.

Com base em relatórios internacionais, ele destacou que apenas 3% da população compreendem, de fato, essa nova realidade. “Apenas 3% da população está conseguindo entender essa nova era”, ressaltou, ao defender investimento consistente em educação de base e na disseminação de informação de qualidade.

Quando compara o Brasil a Estados Unidos e China na corrida pela liderança em inteligência artificial, o professor reconhece a distância em relação às duas potências, responsáveis por cerca de 60% do que é produzido na área. Foto: Alessandro Araujo/TV TODODIA

Brasil na corrida tecnológica
Quando compara o Brasil a Estados Unidos e China na corrida pela liderança em inteligência artificial, o professor reconhece a distância em relação às duas potências, responsáveis por cerca de 60% do que é produzido na área. Para ele, o país precisa definir seu papel estratégico e construir uma política de Estado capaz de envolver toda a sociedade nesse processo.

Já em relação à visão da inteligência artificial como oportunidade e ameaça, Giardelli aponta o desemprego tecnológico como desafio imediato. Ainda assim, pondera que o saldo tende a ser positivo. “De cada emprego que se fecha, quase três novos estão se abrindo”, pontuou. O entrave, segundo ele, é a falta de preparação de parte da população para as novas funções, o que pode gerar um período de turbulência até que haja adaptação.

Era de ouro das novas profissões
Diante do público presente, a mensagem foi de otimismo racional, especialmente aos jovens. Ele abordou as transformações radicais em andamento e reforçou o potencial das novas carreiras. “Estamos em uma era de ouro de novas profissões”, afirmou.

Nesse contexto, a corrida tecnológica também passou a integrar a estratégia institucional da FAM. O diretor-geral da Faculdade de Americana, Gustavo Azzolini, afirmou que a instituição já deu passos concretos nessa direção. “Realmente, entramos”, declarou.

Desde o ano passado, foi criada uma coordenação específica de inteligência artificial, responsável por implementar a disciplina de forma interdisciplinar em todos os cursos. “Um aluno de veterinária, fisioterapia ou administração terá no seu currículo a disciplina de inteligência artificial”, explicou.

Impactos ambientais e soluções em desenvolvimento
Além das aulas, a iniciativa inclui capacitação de alunos, professores e colaboradores. Na avaliação de Azzolini, os próximos anos serão marcados por mudanças profundas impulsionadas pela tecnologia. “Iremos ter uma revolução nos próximos anos devido à inteligência artificial”, afirmou, ao destacar que a aula magna simboliza o compromisso da instituição com esse novo cenário.

Em relação às críticas sobre o consumo de água e energia por sistemas de inteligência artificial e data centers, Giardelli reconheceu os impactos ambientais, sobretudo no que diz respeito ao lixo eletrônico. Ainda assim, ressaltou que soluções já estão em desenvolvimento e que a própria inovação tende a oferecer respostas para os desafios atuais. “Estão vindo aí novas fontes de energia, como a fusão nuclear, e a China já está colocando servidores de data centers no fundo do mar”, disse o especialista.

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