sexta-feira, 8 maio 2026
FLAGRANTE

Auxiliar de enfermagem é presa por injúria racial em hospital pediátrico de Campinas

Mulher teria chamado colega de trabalho de 'negra encardida e fedorenta'
Por
Cristiani Azanha
Unidade abriu sindicância para apurar o caso. Foto: Prefeitura de Campinas

Uma auxiliar de enfermagem da Unidade Pediátrica Mário Gattinho, em Campinas, foi presa em flagrante por injúria racial, acusada de ofender uma colega de trabalho dentro da unidade de saúde.

A GCM (Guarda Civil Municipal) foi acionada por uma funcionária da unidade para atender a ocorrência.

Apuração
A mulher foi conduzida à 1ª Delegacia Seccional de Campinas, onde foi elaborado boletim de ocorrência por injúria racial. Ela acabou presa em flagrante.

Prefeitura afasta servidora
Em nota, a Rede Mário Gatti informou que a servidora suspeita foi afastada das funções logo após o episódio.

A administração também informou que será instaurado processo ético e disciplinar. Dependendo do resultado das investigações conduzidas pela Polícia Civil, a funcionária poderá ser exonerada do cargo.

A prefeitura afirmou ainda que disponibilizará atendimento especializado à vítima por meio da rede municipal de acolhimento.

Município diz repudiar discriminação
A Prefeitura de Campinas destacou que repudia qualquer ato de discriminação racial e afirmou que mantém políticas públicas voltadas ao combate ao racismo e à promoção da igualdade racial.

Entre as ações citadas estão o Centro de Referência em Direitos Humanos para Prevenção e Combate ao Racismo, programas de educação antirracista, cotas raciais em concursos públicos, além de órgãos e conselhos voltados à promoção da igualdade racial no município.

Crime previsto em lei
A injúria racial é crime previsto na legislação brasileira e ocorre quando uma pessoa é ofendida em razão de raça, cor, etnia ou origem. A pena pode incluir reclusão e multa.

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