Homem de 43 anos foi baleado nas mãos, mas conseguiu atingir o criminoso com três disparos
Um comerciante de 43 anos reagiu a uma tentativa de assalto em sua loja de colchões, na Avenida Rebouças, em Sumaré, na tarde desta terça-feira (7) e, mesmo ferido, conseguiu atingir o criminoso com três disparos. O suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo relato das vítimas, tudo aconteceu por volta do meio-dia. No momento do crime, estavam na loja o comerciante, a esposa dele, uma funcionária e um cliente, quando um homem armado com um revólver calibre 32 entrou no estabelecimento e anunciou o assalto. Ele exigiu especificamente correntes e joias de ouro, o que leva a Polícia Civil a suspeitar que o criminoso já tinha informações prévias sobre os objetos.

Luta corporal dentro da loja
Durante o roubo, enquanto o invasor tomava as joias das vítimas, o comerciante conseguiu sacar a própria arma, uma pistola regularizada, e entrou em luta corporal com o assaltante.
No confronto, o dono da loja foi atingido por um disparo de revólver na mão, mas conseguiu efetuar três tiros com sua arma, acertando o suspeito na boca e duas vezes no tórax.
Suspeito morre na UPA; armas serão periciadas
O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou o comerciante e o suspeito para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h do Jardim Macarenko. O homem apontado como autor do roubo não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. O corpo será encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Americana para exames necroscópicos.
As duas armas foram apreendidas e passarão por perícia. A Polícia Militar isolou e preservou o interior da loja até a chegada da Polícia Científica para realização dos trabalhos periciais.

Comerciante passará por cirurgia nas mãos
Ainda abalado, o comerciante contou à TV TODODIA que tudo ocorreu muito rapidamente e preferiu não gravar entrevista. Ele ainda não prestou depoimento formal à Polícia Civil, pois passaria na noite de terça-feira por cirurgia de emergência para tentar salvar a ponta do dedo indicador da mão esquerda e para remover a bala do revólver calibre 32, que ficou alojada na mão direita.
Até o fechamento da reportagem, o assaltante morto ainda não havia sido identificado pela Polícia Civil.
O caso deve ser registrado, em princípio, como legítima defesa, mas segue em investigação pela equipe da Polícia Civil de Sumaré.





