A Polícia Federal prendeu em SP, na véspera do segundo turno, suspeito de ter invadido sistema de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
De acordo com a investigação da Polícia Federal, não apenas o sistema do TSE foi invadido pelo hacker. O sistema do INSS e até mesmo o da própria PF, diretoria de Inteligência, também foram acessados por meio da clonagem da credencial de um delegado. O hacker conseguiu acessar biometria, fotos e dados cadastrados no sistema do TSE.
Os arquivos foram copiados para a nuvem e para alguns dos computadores apreendidos pela polícia. O hacker instalou barreiras, chamadas de “máscaras” e “submáscaras”, que tornam trabalhosa a perícia para desvendar todas as informações incluídas na máquina apreendida.
As autoridades explicaram que as invasões não afetaram as urnas eletrônicas utilizadas no processo eleitoral. A investigação indicou que o objetivo do suspeito era vender dados e criar um esquema fraudulento para aprovar créditos consignados. Portanto, nenhum risco de fragilidade ou fraude em relação às urnas foi detectado.
A prisão do hacker que invadiu os dados do TSE permaneceu em sigilo na gestão Bolsonaro com o intuito de não alimentar desconfiança sobre as urnas eletrônicas. A cúpula da Polícia Federal foi notificada sobre a operação. Como é conhecido, Bolsonaro defende o voto impresso e segue afirmando que as urnas podem ser vulneráveis mesmo após sua derrota nas eleições.





