Um motorista foi preso após atropelar um guarda municipal durante a dispersão de um pancadão e de uma aglomeração com cerca de 200 pessoas na noite de domingo (19), no bairro Belinha Ometto, em Limeira. A ação fazia parte de uma operação da GCM (Guarda Civil Municipal) e da Romu (Ronda Ostensiva Municipal) para manter a ordem pública e combater a perturbação do sossego.
Durante a intervenção, as equipes avançaram pelas vias para dispersar o público. Segundo a GCM, os agentes passaram a ser hostilizados por pessoas que arremessaram garrafas e outros objetos contra as viaturas e os guardas. Diante da situação, foram utilizadas munições de elastômero, de menor potencial ofensivo, para dispersar a multidão.

Guarda foi atropelado
Enquanto os agentes bloqueavam e desviavam o trânsito para evitar atropelamentos, um veículo desobedeceu à ordem de parada e avançou contra os guardas municipais.
Segundo a corporação, o automóvel atropelou um agente, que sofreu fratura no cotovelo, passou sobre o pé de outro guarda e ainda colocou em risco a vida de outros dois integrantes da equipe, além de pedestres que estavam nas proximidades.
Para interromper a ação e preservar a integridade física dos presentes, os guardas efetuaram disparos de arma de fogo contra o veículo. Mesmo ferido, o motorista conseguiu fugir.
Suspeito foi localizado
Pouco tempo depois, o carro foi encontrado abandonado em outro bairro de Limeira. O veículo apresentava perfurações provocadas pelos disparos, manchas de sangue no interior e garrafas de bebidas alcoólicas. A área foi preservada para o trabalho da perícia.
Na sequência das diligências, equipes da GCM localizaram outro veículo com ocupantes que haviam participado da ocorrência. Um dos suspeitos apresentava ferimento causado por disparo de arma de fogo. Ele foi socorrido à Santa Casa, recebeu atendimento médico, foi liberado e, posteriormente, encaminhado ao Plantão Policial.
Um adolescente também compareceu à delegacia com uma motocicleta e informou que estava com os ocupantes do carro durante a ocorrência.
Motorista não tinha CNH
As investigações apontaram que o motorista responsável pelo atropelamento não possuía CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e, segundo relatos, havia ingerido bebida alcoólica antes da ocorrência. Ele também se recusou a realizar o teste do etilômetro.
O veículo foi apreendido e removido ao pátio. A Polícia Civil registrou a ocorrência por desobediência e lesão corporal decorrente de intervenção policial.
Após os procedimentos, o motorista permaneceu à disposição da Justiça. Foi arbitrada fiança, mas, até o encerramento da ocorrência, o valor não havia sido pago. Os demais envolvidos foram ouvidos e liberados.





