
Uma mulher identificada como Elinalva Mendes Teixeira Pacheco foi encontrada morta neste domingo (9), em uma residência na rua Erica de Andrade Silva, no Jardim São Jorge, em Campinas. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas passou a ser investigado como feminicídio depois que policiais civis constataram que os ferimentos e as condições do local eram incompatíveis com essa hipótese.
A equipe operacional da Polícia Civil esteve no imóvel após acionamento do Plantão Policial da 2ª Seccional. Diante dos indícios encontrados, o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) e a Perícia Técnica foram acionados para realizar os trabalhos de investigação e perícia.
Sinais de luta
O imóvel, formado por um único cômodo conjugado, apresentava sinais de luta corporal. Um armário estava quebrado e havia latas de cerveja no local. O corpo da vítima foi encontrado deitado de costas, com quatro perfurações provocadas por arma branca. Ela também segurava uma faca com a mão direita, acima da cabeça.
Segundo testemunhas, Elinalva estava desaparecida desde a última sexta-feira (7), quando teria sido vista consumindo bebidas alcoólicas com o companheiro e morador da residência. Uma filha de criação da vítima apresentou aos policiais um vídeo feito naquele dia no qual o armário ainda aparecia intacto.
Objetos apreendidos
Durante a investigação, os policiais verificaram que o guarda-roupa utilizado pelo companheiro estava quase vazio, restando apenas peças íntimas. Os documentos e o celular da vítima não foram encontrados. Ligações e mensagens enviadas pelo WhatsApp ao telefone dela, porém, indicaram que o aparelho permanecia ativo e poderia estar em poder de terceiros ou do suspeito.
Para auxiliar na investigação, foram apreendidas peças íntimas atribuídas ao companheiro para confronto de DNA, além da faca que estava na mão da vítima. Também foram recolhidos o roteador de internet da residência, que poderá ser utilizado para rastreamento de IP, e um recibo de uma adega com data de 7 de agosto.
O material foi encaminhado para os exames periciais pertinentes. O caso foi registrado como feminicídio consumado e permanece sob investigação da Polícia Civil de Campinas.





