quinta-feira, 22 janeiro 2026
EM FLAGRANTE

Pai é preso acusado de agredir filho autista de 11 anos no Jardim Amanda, em Hortolândia

Criança passou a noite na casa do pai e retornou à casa da mãe com machucados e manchas de sangue; suspeito de 51 anos negou agressões
Por
Vagner Salustiano

Um homem de 51 anos foi preso em flagrante na manhã de quarta-feira (21), no Jardim Amanda II, em Hortolândia, por suspeita de agredir o filho autista de 11 anos. O caso teria acontecido na residência do homem, na Rua Epitácio Pessoa.

Segundo a Polícia Militar, uma ligação ao 190 pediu atendimento para um caso de agressão no endereço da mãe do menino. No local, a mulher relatou que o ex-marido teria agredido o filho do casal, uma criança de 11 anos diagnosticada com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Criança foi atendida em UPA 24h, mas teve que ser transferida para o Hospital Mario Covas. Foto: Prefeitura de Hortolândia

Segundo a mãe, o menino havia passado a noite na casa do pai, do outro lado da rua, em frente à residência dela.

Criança foi levada à UPA e ao Hospital Mário Covas
Ao retornar para a casa da mãe na manhã de quarta-feira, a criança apresentava “diversos hematomas na cabeça e nos braços, além de vestimentas (roupas) com manchas de sangue”. O menino contou à mãe que teria sido agredido pelo próprio pai na noite anterior.

O suspeito, que apresentava lesão em uma das mãos e vestígios de sangue nos pés, alegou aos policiais desconhecer a origem das lesões da criança e do sangue encontrado em seu próprio corpo.

A vítima foi encaminhada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas do Jardim Amanda e, posteriormente, ao Hospital Municipal Mário Covas, para avaliação médica mais aprofundada dos ferimentos. A Prefeitura de Hortolândia não presta informações sobre atendimentos médicos no hospital.

Enquanto isso, o suspeito foi levado pela Polícia Militar ao distrito policial do bairro, onde teve a prisão em flagrante por agressão e lesão corporal mantida pelo delegado, permanecendo preso ao menos até a realização de audiência de custódia no fórum da cidade. O caso segue agora sob investigação da Polícia Civil.

Canais de denúncia e emergência
Em qualquer situação de risco ou violência contra mulheres, meninas ou crianças, qualquer pessoa pode acionar a Polícia Militar pelo 190 ou a Central de Atendimento à Mulher pelo 180. Ambos os serviços atendem 24 horas por dia.

Quem tiver informações que possam auxiliar na solução de casos policiais pode ligar para o 181, do Disque Denúncia, ou para o 197, da Polícia Civil. Ambos permitem denúncias anônimas.

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