sábado, 15 junho 2024

Policial civil e um militar envolvidos em operação da PF contra tráfico internacional de drogas

 Estão sendo cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão

Polícia Federal cumpre mandados nesta terça contra tráfico internacional de drogas (foto: Divulgação/Polícia Federal)

 A Polícia Federal de Campinas deflagrou na manhã desta terça-feira (6) uma nova operação para prender investigados envolvidos em crimes de tráfico internacional de drogas praticados no Aeroporto Internacional de Viracopos.

A operação de hoje, denominada Airline, é a terceira fase de desdobramento da Operação Overload, deflagrada em outubro do ano passado, que teve por objetivo desarticular uma organização criminosa com a prisão dos envolvidos.

São cumpridos hoje 18 mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Campinas.

Além de 40 policiais federais, participam da operação cinco equipes do BAEP e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo e uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo, em razão de haver entre os presos um policial militar e um policial civil.

Segundo a PF, o nome da Operação Airline vem da então estrutura montada pela organização criminosa para manter uma logística permanente de tráfico de drogas por via área internacional.

OPERAÇÃO OVERLOAD

A operação Overload identificou uma quadrilha que estaria voltada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, e atuava em diversos estados do Brasil. A organização também exportava grandes quantidades de cocaína para o continente europeu.

Na ação, 32 pessoas foram presas temporariamente, por 30 dias, e foram apreendidos veículos e dinheiro no valor aproximado de 3 milhões reais. Dois suspeitos foram mortos em confrontos policiais.

Segundo dados obtidos durante a investigação, a organização seria composta por brasileiros, que seriam responsáveis pelo aliciamento de funcionários aeroportuários, interferência ilícita nas operações de logística do aeroporto e lavagem de dinheiro. Entre os aliciados estavam envolvidos empregados de empresas terceirizadas, de companhia aérea, integrantes das Forças de Segurança Pública e estrangeiros em solo europeu.

Ao final do prazo de 30 dias, o pedido de prorrogação do prazo da prisão temporária apresentado pela Polícia Federal não foi acolhido pela Justiça e os presos foram postos em liberdade.

A partir de então, a Polícia Federal passou a se dedicar a analisar os documentos e dispositivos apreendidos e representar sistematicamente pela prisão preventiva de todos os envolvidos. O primeiro desdobramento aconteceu em dezembro, na operação Ake, e o segundo em fevereiro deste ano, com a operação Lavaggio.

A INVESTIGAÇÃO

Segundo a PF, a investigação atual teve início a partir da análise de documentos e informações de inteligência policial obtidos durante a operação do ano passado.

Ao todo, foram mais de 60 exames periciais e 45 relatórios de análises de informações contidas em dispositivos e documentos apreendidos, compreendendo quase 10 mil páginas de instrução, permitiu à PF identificar existência de uma série de crimes de tráfico internacional de drogas, incluindo também o Aeroporto de Guarulhos (suspeita-se de mais de meia tonelada de drogas remetidas para a Europa).

Entre os crimes estão ainda falsificação de documentos (etiquetas de passageiros, de cargas, aquisição fraudulenta de diplomas de ensino superior), extorsão, extorsão mediante sequestro, corrupção ativa e passiva. (com informações do G1 Campinas)

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