terça-feira, 24 março 2026
MATERIAIS DE PESQUISA

Polícia Federal prende suspeita por furto de material biológico em laboratório da Unicamp

Mulher foi detida em flagrante após investigação sobre desaparecimento de amostras no Instituto de Biologia
Por
Guilherme Pierangeli
O material subtraído foi localizado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise. Foto: Emdec

A Polícia Federal prendeu em flagrante, na tarde desta segunda-feira (23), uma mulher suspeita de furtar material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em Campinas.

A ação é resultado de um inquérito policial instaurado após a própria universidade comunicar o desaparecimento de materiais de pesquisa considerados sensíveis.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas. O material subtraído foi localizado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise.

As diligências contaram com apoio técnico da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Investigação começou após alerta da universidade
A investigação teve início após a Unicamp identificar o desaparecimento de materiais de pesquisa em suas dependências e acionar as autoridades.

Em nota, a universidade classificou o caso como grave, por envolver patrimônio científico, e informou que comunicou imediatamente a Polícia Federal e a Anvisa para a condução das apurações.

A instituição também afirmou que colabora com as investigações e adotou medidas internas para apurar o ocorrido.

Mandados e apuração
Os mandados de busca foram cumpridos em endereços ligados à suspeita, na cidade de Campinas.

Segundo a Polícia Federal, as diligências iniciais foram realizadas e o inquérito segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do furto e identificar possíveis outros envolvidos.

Detalhes adicionais não foram divulgados para não comprometer a investigação.

Crimes investigados
Os investigados poderão responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado, conforme apuração da Polícia Federal.

A corporação informou que as investigações continuam e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento do caso.

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