segunda-feira, 26 fevereiro 2024

Ronnie Lessa, preso acusado de assassinar Marielle Franco, é expulso da Polícia Militar do RJ

O sargento ainda fazia parte da corporação, e recebeu R$136 mil enquanto estava preso 

Foto: Reprodução JN

O sargento reformado Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018, foi expulso da PM (Polícia Militar) nesta quarta-feira (8). A informação foi publicada em boletim interno da corporação. 

A determinação afirma que, o ex-PM teve uma conduta “execrável” e que ele descumpriu preceitos “éticos e estatuários em vigor”. Ele respondia a um processo disciplinar desde 2021, quando foi condenado por destruir provas relacionadas ao assassinato de Marielle.

Segundo o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), Ronnie e outros acusados jogaram armas do crime no mar da Barra da Tijuca, quase um ano após os homicídios. A Justiça relata que é possível que, entre as armas despejadas, estivesse a submetralhadora usada nas mortes.

De acordo com as investigações, as armas foram retiradas de um apartamento de Ronnie Lessa, na Zona Oeste do Rio, dias antes da sua prisão, em 2019. As armas nunca foram localizadas. Lessa também foi sentenciado em setembro de 2022, a mais de 13 anos de prisão, por comércio ilegal de armas, após encontrarem 117 peças de fuzis incompletas encontradas na casa de um amigo do militar, que foi absolvido.

O documento com a decisão da expulsão destaca que, Ronnie está “desvencilhado da ética e da moral que regem a Bicentenária Instituição, tornando-se incapaz de permanecer nas fileiras inativas da Corporação”.

Entretanto, o caso aconteceu há quase cinco anos e o responsável pelo crime recebeu o salário de R$8 mil reais por mês até outubro de 2020, quando a Justiça fluminense decretou o bloqueio do salário.

Ainda, conforme as investigações do Ministério Público do RJ, Lessa tinha patrimônio incompatível com a renda de sargento e vivia uma vida de luxo, com imóveis e lanchas.

Relembre o crime

Marielle Franco e Anderson Gomes foram executados no dia 14 de março de 2018, no Estácio, região central do Rio de Janeiro. Eles estavam dentro de um carro, quando foram cercados por um outro veículo que atirou várias vezes contra eles. A vereadora foi atingida por quatro disparos, três na cabeça e um no pescoço, sua assessora também estava no local e sobreviveu.

As imagens de câmeras de segurança mostram quando Marielle entra no carro e é seguida por um outro veículo. De acordo com a Polícia Civil, o policial reformado Ronnie Lessa atirou contra a vereadora e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz dirigia o carro que perseguia as vítimas. 

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