Sábado, 28 Mai 2022

Metade dos eleitores prefere ser autônomo

Metade dos eleitores prefere ser autônomo

Metade dos eleitores brasileiros afirma preferir ser autônomo, com salários mais altos e pagando menos impostos, ainda que sem benefícios trabalhistas
Metade dos eleitores brasileiros afirma preferir ser autônomo, com salários mais altos e pagando menos impostos, ainda que sem benefícios trabalhistas, aponta pesquisa do Datafolha.
 
Os que disseram preferir atuar como assalariado registrado, pagando mais tributo, mas com benefícios trabalhistas, somaram 43%. Outros 7% não opinaram.
 
O trabalhador com carteira assinada tem direito a benefícios como 13º salário e férias remuneradas, mas também deduções, como a contribuição mensal ao INSS, de 8% a 11%, dependendo do salário. A empresa, além de também recolher a contribuição previdenciária equivalente a 20% da folha de pagamento, precisa efetuar o recolhimento ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) do funcionário, equivalente a 8% de seu salário bruto.
 
O trabalho autônomo foi regulamentado pela nova lei trabalhista, em vigor desde novembro do ano passado. No recorte por grau de instrução e por renda familiar mensal, a preferência por ser autônomo cresce conforme aumenta a escolaridade e a renda mensal do entrevistado.
 
Em relação às faixas etárias, a modalidade de autônomo também predomina, exceto na faixa entre 45 e 59 anos, em que as duas formas de contratação aparecem com 47% cada.
 
A pesquisa mostra ainda que a preferência por uma vaga CLT só predomina entre os indivíduos que se declaram pretos -48%, contra 45% que preferem ser autônomos-, na comparação com autodeclarados brancos, pardos, amarelos e indígenas.
 
A taxa de preferência por ser autônomo é mais alta entre os que atualmente já atuam na modalidade (69%), os profissionais liberais (73%) e os empresários (74%).
 
Por outro lado, a preferência por ser CLT é maior entre os que já são assalariados registrados (55%) e os desempregados que estão procurando emprego (53%). O desempregado que não está em busca de uma recolação -ou seja, que está no chamado desalento- fica dividido, com 46% da preferência por cada modalidade.
 
O contingente de pessoas que desistiram de buscar uma colocação somava 4,818 milhões no trimestre encerrado em julho, número recorde para a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) iniciada em 2012.
 
A taxa de desemprego no país ficou em 12,3% no período, abaixo do verificado no trimestre encerrado em abril, quando esteve em 12,9%, ainda segundo o IBGE.
 
O levantamento do Datafolha, feito nos dias 18 e 19 de setembro de 2018, realizou 8.601 entrevistas presenciais com eleitores, em 323 municípios, de todas as regiões do país. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, para o total da amostra.
 
A pesquisa, que foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-06919/2018. O nível de confiança é de 95%.
 

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