Domingo, 26 Junho 2022

Argentina: Fernández toma posse e mira crescimento

Argentina: Fernández toma posse e mira crescimento

Em seu discurso de posse como presidente da Argentina, realizado no Congresso nesta terça-feira (10), Alberto Fernández defendeu a conciliação polític

Em seu discurso de posse como presidente da Argentina, realizado no Congresso nesta terça-feira (10), Alberto Fernández defendeu a conciliação política no país e prometeu colocar o bem-estar dos argentinos à frente do pagamento da dívida externa do país. 

Sobre a dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional), ele disse que a ideia é pagar, "mas antes temos que crescer", e a que negociação com o fundo estava já sendo feita neste sentido. "Não podemos apresentar uma solução que comprometa o futuro de milhões de argentinos". 

"Estamos numa emergência social em que é preciso começar pelos últimos", afirmou. Ele disse que há "muros" por superar, os "muros da pobreza, da desigualdade, das disparidades do país. Esses são os muros que existem, não os muros ideológicos. Temos que deixar de apostar na polarização, digo isso para os que votaram em mim e para os que não me votaram." 

Disse ainda que é necessário um pacto para superar "esse presente penoso, acabar com as dívidas de nossos compatriotas e a do país." Fernández culpou a política econômica do governo de Mauricio Macri e afirmou que "o Estado estará presente, oferecendo linhas de créditos e de bônus, além de recursos para investimentos". Acrescentou que, nos próximos dias, haverá o anúncio de medidas para atender os mais pobres e que chamará um compromisso de empresas e produtores para que os preços não aumentem. 

O discurso teve fortes tons nacionalistas. "Nossas respostas para essa crise têm de ser criadas por nós mesmos e não vamos seguir receitas de fora". Neste momento, foi amplamente aplaudido. 

Sobre o Mercosul, se referiu especialmente ao Brasil: "Com o Brasil queremos construir uma relação que beneficie a toda a região e ao Mercosul e nossa relação irá ocorrer muito acima das ideologias de conjuntura". Ele voltou a mencionar uma possível reforma judiciária, e a criticar os que usam da política para influenciar na Justiça. 

A POSSE 

Do lado de fora do Congresso, em Buenos Aires, onde ocorreu o juramento de Fernández, e da Casa Rosada, onde depois tomam posse os ministros, havia muito público e uma grande quantidade de membros de organizações sociais kirchneristas, como o Movimento Evita, a Juventude Peronista, Unidos y Organizados, e outros. 

Antes de sair de sua casa, em Puerto Madero, Alberto Fernández divulgou uma foto sua ao lado de seu cachorro, Dylan, tomando um suco e ajeitando a gravata. 

O novo presidente saiu de sua casa dirigindo ele mesmo seu carro, ao lado da namorada, Fabíola Yañez. O trajeto foi transmitido em suas redes sociais. Ao entrar no Congresso, ele foi recebido por Gabriela Michetti, que é cadeirante. Ele a levou, empurrando sua cadeira de rodas até o palco. A nova vice-presidente, Cristina Kirchner, os acompanhou. Michetti tomou o juramento de ambos. 

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, representou o governo brasileiro na cerimônia de posse. 

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