domingo, 16 junho 2024
MAIS DE 5 MIL CASOS

Boletim epidemiológico divulga o crescimento de casos da febre oroupoche no Brasil

Os sintomas são parecidos com a dengue e a chikungunya, que duram entre dois e sete dias
Por
Vitória Silva
Foto: Divulgação/Sesab

O Ministério da Saúde divulgou um boletim epidemiológico, que mostrou o crescimento de casos de febre oropouche no Brasil. Segundo os dados da pasta, o país tem 5.102 casos da doença, sendo 2.947 na Amazônia e 1.528 em Rondônia. Os casos confirmados ou que ainda estão em investigação, estão localizados nos estados da Bahia, Acre, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Amapá, Maranhão e Paraná. Sendo a idade mais afetada entre 20 e 29 anos.

A febre oropouche é transmitida principalmente pelo mosquito conhecido como “porvinha” e é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV). A transmissão é feita através da picada de um mosquito em uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

De acordo com o Ministério da Saúde, existem dois ciclos de transmissão da doença:

• Ciclo silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. Alguns tipos de mosquitos, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, também podem carregar o vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.

• Ciclo urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal. O mosquito Culex quinquefasciatus, comumente encontrado em ambientes urbanos, pode ocasionalmente transmitir o vírus também.

O vírus foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, após uma amostra de sangue de uma bicho-preguiça capturada durante a construção da rodovia que liga Belém à Brasília. A partir de então, foram relatados casos isolados e surtos no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica.

Sintomas

Os sintomas são parecidos com a dengue e a chikungunya, que duram entre dois e sete dias e incluem:

• Febre de início súbito;
• Dor de cabeça intensa;
• Dor nas costas e na lombar;
• Dor articular;
• Tosse;
• Tontura;
• Dor atrás dos olhos;
• Erupções cutâneas;
• Calafrios;
• Fotofobia;
• Náuseas;
• Vômitos.

Tratamento

Não tem um tratamento específico para a doença. Através de um acompanhamento médico, são indicados medicamentos para aliviar os sintomas e os pacientes devem permanecer em repouso.

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