quarta-feira, 6 dezembro 2023

Castração reduz em 90% o risco de câncer de mama em cadelas e gatas

Especialistas falam sobre o diagnóstico e como a doença pode afetar 45% das cadelas e 30% das gatas, incidência maior do que nos humanos

Os tumores mamários em cães e gatos machos correspondem apenas de 1% a 3% dos casos diagnosticados (Foto: Divulgação)

O câncer de mama também pode acometer os pets. Segundo especialistas, a castração pode reduzir em 90% o risco da doença em cadelas e gatas.

Segundo um estudo do CFMV-CE (Conselho Federal de Medicina Veterinária do Ceará), o câncer de mama tem uma incidência proporcionalmente maior nos animais do que nos humanos e pode atingir 45% das cadelas e aproximadamente 30% das gatas. O conselho reforça que a redução desses números depende, na maioria das vezes, da observação dos tutores quanto a saúde dos animais. 

Já o CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo) informa que a doença se desenvolve em cadelas de 4 a 12 anos, e em gatas a partir de um ano de vida. Os tumores mamários em cães e gatos machos correspondem apenas de 1% a 3% dos casos diagnosticados.

Diagnóstico

Os responsáveis devem prestar atenção se aparecerem nódulos, que geralmente podem ser identificados com uma simples apalpação. Quanto antes detectar a doença, maiores são as chances de sobrevivência e de uma boa recuperação.

A médica veterinária Luciana Arioli explica que a “maneira mais simples e comum de diagnosticar a doença é fazendo a apalpação, assim como as mulheres fazem todo mês para ver se não tem câncer de mama, os responsáveis podem fazer isso nas cadela e gatas pelo menos duas vezes por ano, não durante o cio.”

Indicadores

“Existem dois fatores que levam as fêmeas a terem câncer de mama, a pré-disposição genética aliada a liberação de hormônios sexual, então, toda vez que a cadela ou a gata entra no cio e se ela for pré-disposta geneticamente isso já fica na memória da célula”, explica Luciana.

Ela também explica que com o passar dos anos e dos cios, a cadela ou gata também podem apresentar o tumor na mama.

 “Geralmente não há sintomas, é uma bolinha indolor que fica na região do mamilo e a gente só nota quando passa a mão e sente o nódulo, observa. “As pets não reclamam, mas com o tempo o nódulo pode crescer estando num tamanho visível e ulcerar (criação de uma ferida).”

“O câncer começa de forma silenciosa e bem pequeno, menor que um grão de feijão, mas pode estar causando algum tipo de metáfase, e o tutor só vai perceber quando o tumor está grande, o principal sintoma é o surgimento de nódulos”, explica a veterinária Juliana dos Reis.

Sintomas em estágio avançado da doença:

– Caroço nas mamas
– Perda de peso
– Perda de apetite
– Respiração afobada
– Dor ou incômodo
– Odor forte

Prevenção

Segundo o CRMV-SP a castração é considera uma medida preventiva. Dependendo da idade da fêmea, o resultado pode ser muito positivo. A castração em cadelas até o primeiro cio, reduz em 99% o risco de câncer de mama. No terceiro cio, a percentagem cai para 85%. Nas gatas, a chance de evitar um tumor chega a 90%.

A veterinária Janaina dos Reis informa que a castração pode ajudar a prevenir o surgimento da doença em gatas e cadelas. “Como muitas pesquisas apontam que os fatores hormonais estão envolvidos no desenvolvimento da doença, então quanto mais jovem a fêmea for castrada, isso significa antes do primeiro cio, melhor as chances de não ter a doença”.

“A castração antes do primeiro cio evita mais de 98% a chance de desenvolver o câncer de mama, a cada cio a taxa de prevenção (digamos assim) ela reduz, após o primeiro cio evita-se 80% da doença aparecer, no terceiro cai para 50% e vai reduzindo. Depois do quarto a quinto cio a taxa de prevenção já não é mais efetiva para o tumor na mama”, completa Janaina.

Tratamento

Há diferenças entre o tratamento em humanos e animais.

“O tratamento é cirúrgico, o profissional veterinário vai identificar a bolinha e faz a retirada, manda para a análise que dirá se é um nódulo maligno ou benigno. Só então é indicada a quimioterapia ou não. Muitas vezes, apenas a retirada cirúrgica já é o suficiente”, destaca Luciana.

Com informações r7.

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