domingo, 21 julho 2024

Cearense cria placa solar feita com resíduos da castanha do caju

Quando o assunto é energia solar, inevitavelmente, um dos tópicos da conversa é sempre o custo do equipamento por demandar um alto investimento 

 Diego Pinho, estudante de pós-graduação da UFC, tem como seu objeto de pesquisa, desde 2007, pela inovação para o barateamento dos custos para a geração de energia fotovoltaica, o que tornaria possível o acesso à tecnologia por toda a população.

A resposta para suas pesquisas veio de um dos frutos mais característicos do Nordeste: a castanha de caju. Segundo os estudos de Pinho, o processamento da casca da castanha de caju gera como resíduo um óleo, o LCC, que é altamente eficiente para captar radiação solar – podendo ser usado para gerar energia fotovoltaica térmica.

Testes ainda estão sendo feitos, mas de acordo com o pesquisador, a “placa solar de castanha de caju” seria até mesmo mais eficiente que as convencionais disponíveis atualmente no mercado. E ainda com um segundo benefício: “serem isentas de metais pesados”. A inovação é tão promissora que outros seis pesquisadores da Federal do Ceará já se uniram a Pinho para intensificar as pesquisas e aprimorar a invenção.

Agora, resta esperar para que os resultados e também o interesse da indústria gerem a produção em larga escala, para assim, disponibilizar o produto inovador para o mercado consumidor e ampliar a matriz energética nacional com fonte renovável e não poluidora.

Foto: Divulgação

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