Canal de umidade na troposfera tem favorecido a formação de chuvas fortes no final do dia
As condições atmosféricas reforçam a previsão de chuvas para o final de semana, com risco de formação para tempestades. Os modelos meteorológicos sugerem chuvas um pouco mais volumosas para a região, especialmente nos períodos da tarde e da noite.
As tempestades podem ter potencial para desenvolver transtornos, além de descargas elétricas e rajadas de vento.
(incluir imagem do mapa do CEPAGRI)
Tempestades acima da média
Os dois primeiros meses do verão foram marcados por frequentes tempestades no estado de São Paulo. As tempestades estão acontecendo de forma mais frequente, decorrente a múltiplos eventos meteorológicos atuando no estado de São Paulo.
Desde o fenômeno climático Lã Nina, em que as células de Walker no oceano ficam mais alongada que o normal, influenciando na formação de chuvas acima da média durante o verão, até as Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que são canais de umidade que estende desde o sul da Amazônia, cruzando o centro-oeste e o sudeste, se estendendo até o atlântico. As ZCAS são longos canais de umidade que atuam de forma generalizada e persistente, durando de três a quatro dias, provocando chuvas volumosas e duradouras.
A atuação desses fenômenos meteorológicos tem resultado em chuvas acima da média, conforme um balanço realizado pela Defesa Civil do estado de São Paulo, que mostra que diversas regiões do estado tiveram chuvas acima do esperado no mês de janeiro.
As cidades de Campinas, Sumaré, Americana e Santa Bárbara d’Oeste. A cidade de Campinas registrou 382 milímetros, a média para janeiro é de 309. A cidade de Sumaré registrou acumulado de 416 milímetros, a média para mês é de 305. A cidade de Americana registrou acumulado de 370 e Santa Bárbara d’ Oeste registrou acumulado de 258 milímetros, sendo a média de 200 milímetros para o mês de Janeiro.






