sábado, 15 junho 2024

CNBB reprova ‘exploração da fé e religião’ por campanhas

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirma, em nota, que manipulação religiosa ‘tira o foco dos reais problemas’ do País 

Sem mencionar candidatos, a organização reprova o uso de “momentos especificamente religiosos” por candidatos “para apresentarem suas propostas de campanha e demais assuntos relacionados às eleições”. “Ratificamos que a CNBB condena, veementemente, o uso da religião por todo e qualquer candidato como ferramenta de sua campanha eleitoral”, afirma. O Estado brasileiro é laico. A Lei das Eleições (Lei 9.504/97), inclusive, proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em templos religiosos.

No último sábado, 8, o presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de uma romaria fluvial em celebração ao Círio de Nazaré, em Belém, no Pará. O percurso é uma das 13 procissões que integram a festividade, em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré. A Arquidiocese de Belém, responsável pela organização do evento, disse não ter convidado “qualquer autoridade seja em nível municipal, estadual ou federal” para o Círio e que não deseja e nem permite “qualquer utilização de caráter político ou partidário das atividades do Círio”.

Nesta terça-feira, a Arquidiocese de Aparecida, em São Paulo, também divulgou nota para desvincular as atividades desta quarta-feira, 12, Dia de Nossa Senhora Aparecida à política. O segundo turno das eleições para presidente tem sido marcado por “guerra santa” travada em torno de temas religiosos nas redes sociais. Enquanto bolsonaristas espalharam um vídeo sobre o suposto apoio de um influenciador satanista a Lula, opositores de Bolsonaro resgataram uma gravação antiga do presidente em uma loja maçônica.

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