No dia 9 de Março é a data dedicada à conscientização da saúde dos rins
No dia 9 de março é celebrado O Dia Mundial do Rim, data dedicada à conscientização da saúde dos rins e à prevenção de doenças renais, problema que cada vez mais afetas os brasileiros. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a prevalência da doença renal crônica no mundo é de 7,2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. No Brasil, a estimativa é de que mais de dez milhões de pessoas tenham doenças renais.
O tema central da campanha do Dia Mundial do Rim neste ano de 2023 será “SAÚDE DOS RINS & EXAME DE CREATININA – CUIDAR DOS VULNERÁVEIS E ESTAR PREPARADO PARA OS DESAFIOS INESPERADOS”. A dosagem da creatinina no sangue é o método mais simples e barato de aferição da função dos rins, por isso, a importância de ser amplamente divulgado. Uma em cada 10 pessoas em todo o mundo tem alguma doença renal que, se não diagnosticada e tratada de forma correta, pode ser mortal. Vale ressaltar que doença renal crônica não tem cura! A função renal deve ser avaliada sobretudo em pessoas com doenças crônicas como pressão alta e diabetes mellitus, entre outras, mas virtualmente todos devem medir a função dos rins em algum momento através da dosagem da creatinina no sangue.
Funções dos rins:
– Limpar todas as impurezas e as toxinas de nosso corpo;
– Regular a água e manter o equilíbrio das substâncias minerais do corpo (sódio, potássio e fósforo);
– Liberar hormônios para manter a pressão arterial e regular a produção de células vermelhas no sangue;
– Ativar a vitamina D, que mantém a estrutura dos ossos.
Principais causas da insuficiência renal aguda:
– Choque circulatório;
– Sepse (infecção generalizada);
– Desidratação;
– Queimaduras extensas;
– Excesso de diuréticos;
– Obstrução renal;
– Insuficiência cardíaca grave;
– Glomerulonefrite aguda (inflamação nos glomérulos – unidades filtrantes do rim).
Há muitos desafios que o SUS (Sistema Único de Saúde), vem enfrentando nos últimos anos, quer seja por eventos globais, como a pandemia da COVID19 ou por catástrofes locais como enchentes, desabamentos e desastres ambientais que demonstraram a necessidade de que todos os setores da sociedade estejam preparados para o inesperado. E isto, especialmente, para proteger e cuidar dos mais vulneráveis. Quando estes eventos acontecem, os pacientes com doenças renais estão entre os que apresentam maior vulnerabilidade uma vez que muitos dependem de medicações especiais e acesso a diálise.
Desde 2014, o mês de setembro é tradicionalmente conhecido como Setembro Verde em alusão à doação de órgãos. No entanto, o incentivo à doação de órgãos deve ocorrer todos os dias. Qualquer pessoa pode ser um potencial doador após detectada a morte encefálica (com rígido protocolo do Ministério da Saúde). As equipes de captação treinadas avaliam a viabilidade dos órgãos para transplante e cada doador falecido potencial pode beneficiar de 8 a 10 pessoas que aguardam um transplante seja de rim, fígado, pâncreas, pulmão, coração, córnea ou osso. O mais importante é conversar com a família sobre o desejo de ser doador de órgãos uma vez que pela legislação brasileira é a família que consente com a doação. Doando órgãos, doa-se vida!!





