Sábado, 25 Junho 2022

Em SP, um em cada cinco eleitores admite não votar por medo de contrair Covid-19

Em SP, um em cada cinco eleitores admite não votar por medo de contrair Covid-19

Por medo de ser contaminado pelo coronavírus, 1 em cada 5 moradores da cidade de São Paulo diz que pode deixar de ir votar nas próximas eleições, de a

Por medo de ser contaminado pelo coronavírus, 1 em cada 5 moradores da cidade de São Paulo diz que pode deixar de ir votar nas próximas eleições, de acordo com pesquisa Datafolha realizada nesta semana. 

Os maiores índices estão entre as pessoas de 25 a 34 anos, com 27% que afirmam que podem não ir à votação, seguido pelos de 35 a 44 anos (26%). Os com mais de 60 anos, dentro do grupo de risco, são 17%, mesmo índice daqueles com idade de 45 a 59 anos. 

A capital paulista foi um dos epicentros do coronavírus no Brasil e teve, até esta sexta-feira (25), 12.540 mortes causadas pela doença, segundo boletim da Secretaria Municipal de Saúde. Mais de 328 mil casos foram registrados na cidade desde fevereiro. 

De acordo com o instituto, 34% dos eleitores afirmam que não se sentem nada seguros em sair para votar em 15 de novembro, data do primeiro turno, e 24% dizem se sentir muito seguros -42% indicam ter pouca segurança. 

Dos eleitores de 45 a 59 anos, 40% dizem não haver nenhuma segurança, seguido dos de 35 a 44 anos, com 38%. 

O Datafolha ouviu presencialmente 1.092 eleitores nos dias 21 e 22 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Os mais ricos são os que apresentam o menor índice dos que afirmam que podem deixar de votar por medo da pandemia, com 12% entre os que têm renda familiar mensal de mais de dez salários mínimos. A maior taxa está entre os que recebem até dois salários mínimos (24%). 

Na divisão geográfica, as regiões central e oeste têm os menores índices de pessoas que podem deixar de ir à votação, com 15%. As zonas norte e leste têm 24%, e a sul, 20%. 

Os eleitores que avaliaram o prefeito Bruno Covas (PSDB) como ruim/péssimo e como regular têm, respectivamente, 24% e 25% do grupo afirmando que podem não ir votar. O número cai para 13% na parcela dos que avaliam a gestão como ótima/boa. 

O cenário é similar na divisão de avaliação do prefeito no combate à pandemia. Enquanto 15% dos que consideram a gestão da crise sanitária como ótima/boa podem deixar de ir à votação, 26% dos que avaliaram como regular e 25% dos que consideram como ruim/péssima dizem poder fazer o mesmo. 

A pesquisa aponta diferença no medo de contaminação entre gêneros. O índice de homens que se sentem nada seguros é de 26%; entre mulheres o número sobe para 41%. 

Na classificação por renda, os mais ricos são os que apresentam maior índice de muito seguros em comparecer à votação, com percentual de 43% entre os que ganham mais de dez salários mínimos. Já entre os com renda familiar de até dois salários mínimos, 19% dizem sentir o mesmo. 

Considerando cor de pele, pretos e pardos têm os menores índices dos que se sentem muito seguros (20% e 21%, respectivamente), e os brancos têm a maior taxa (27%). 

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