
Uma enchente seguida de deslizamento de terra matou 389 pessoas e deixou outras 900 desaparecidas na quarta-feira (26), no Nepal. Mais de 24 horas após a tragédia, equipes de resgate ainda trabalham em busca de sobreviventes. Os números indicam que o fenômeno foi o mais devastador a atingir o país desde o terremoto de 2015, quando nove mil habitantes perderam a vida.
Tragédia e resgate
O trecho mais atingido fica na fronteira entre o Nepal e o Tibete, área atualmente controlada pela China. Em comunicado oficial, o primeiro-ministro Balendra Shah informou que pelo menos 573 pessoas haviam sido resgatadas na quinta-feira (27).
As operações de resgate contam com mais de 13 mil militares e policiais. Entre os desaparecidos, a maioria é de turistas; a região é conhecida pelas paisagens e pelas trilhas movimentadas. As estimativas apontam cerca de 28 nacionalidades diferentes entre as vítimas da tragédia, principalmente da Índia, dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Ucrânia.
Riscos e hipótese
Os riscos ainda não cessaram. As autoridades monitoram as montanhas do Himalaia, afetadas pela mudança climática nas últimas décadas. A principal hipótese para explicar o desastre é que parte de uma geleira se desprendeu em uma região montanhosa e despencou pelo vale, arrastando gelo, pedras e sedimentos pelo caminho.
Embaixada do Brasil
Em nota publicada no dia da tragédia, o Itamaraty afirmou que não há, até o momento, registro de brasileiros entre as vítimas. “O governo brasileiro expressa profundo pesar e solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Nepal e da China. A Embaixada do Brasil em Katmandu e a Embaixada do Brasil em Pequim acompanham com atenção os desdobramentos da calamidade no país.”





