quarta-feira, 28 fevereiro 2024

Fachin atende Defesa e inclui 9 militares em inspeção de urna

As Forças Armadas têm um grupo de militares que atua na fiscalização de diversas etapas das eleições

OFÍCIO | O ministro Edson Fachin, que deixou o TSE (Foto: Arquivo)

No último dia como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Edson Fachin atendeu pedido do Ministério da Defesa e autorizou a entrada de nove militares no grupo que inspeciona o código-fonte das urnas eletrônicas. Fachin também ampliou de 12 para 19 de agosto o prazo para as Forças Armadas concluírem esta análise.

As Forças Armadas têm um grupo de militares que atua na fiscalização de diversas etapas das eleições. Estes nove nomes autorizados por Fachin devem reforçar a equipe apenas na inspeção do código-fonte. O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, pediu este reforço e mais prazo para a análise na última quarta-feira (10).

Na mesma data, o Exército brasileiro havia criticado o TSE por excluir do grupo fixo de militares que fiscaliza as eleições o coronel Ricardo Sant’Ana. Ele havia divulgado fake news sobre as urnas eletrônicas. O Exército disse que não indicaria um substituto ao militar.

O ofício de Fachin apenas formalizou a resposta aos militares, pois o TSE confirmou ainda na semana passada que as Forças Armadas teriam mais prazo para a análise. O ministro Paulo Sérgio havia dito a Fachin que pediu aval para a entrada deste novo grupo “diante da necessidade de dispor de conhecimentos específicos em linguagem de programação C++ e Java”.

O grupo que deve atuar apenas na análise deste código é composto por três militares da Marinha, três da Aeronáutica e três do Exército. No ofício, Fachin também faz elogios ao trabalho dos militares nas eleições. Ele diz reconhecer a contribuição na CTE (Comissão de Transparência Eleitoral).

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