TV AO VIVO
TODODIA 22 de outubro de 2026
Brasil & Mundo

Libaneses protestam contra governo após megaexplosão

Compartilhar WhatsApp Facebook

Dezenas de libaneses se reuniram nesta quinta-feira (6) perto da entrada do Parlamento, em Beirute, para protestar contra o governo, dois dias após a megaexplosão no porto da cidade, que deixou ao menos 145 mortos e 5.000 feridos (números de ontem à noite).

Forças de segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes do local – que ainda tem escombros do incidente de terça (4) – depois que eles queimaram objetos, vandalizaram lojas e atiraram pedras contra os agentes, relatou o jornal britânicoThe Guardian.

A explosão é mais um dos motivos de insatisfação dos libaneses com o governo e ocorre menos de um ano de uma série de protestos desencadeados por uma proposta de tributar chamadas de voz feitas por aplicativos.

Continua após a publicidade

Os atos, que começaram em outubro de 2019, culminaram na renúncia do então premiê, Saad Hariri, no fim daquele mês.

O Líbano passa por sua pior crise econômica desde a guerra civil (1975-1990).

Atualmente, é um dos países mais endividados do mundo: o crescimento econômico foi dificultado por conflitos e instabilidade regionais.

Continua após a publicidade

O desemprego entre pessoas com menos de 35 anos chega a 37%.

Os libaneses sofrem com a escassez crônica de água e eletricidade, e mais de um quarto da população vive abaixo da linha de pobreza.

Continua após a publicidade
MACRON

O presidente da França, Emmanuel Macron, foi o primeiro chefe de Estado a visitar o Líbano, depois da grande explosão. Nesta quinta, ao chegar a Beirute, o líder francês se posicionou como um articulador para organizar a cooperação internacional enviada ao país, mas defendeu a necessidade de reformas políticas e econômicas no Líbano e pediu que o país reforce o combate à corrupção.

“A prioridade hoje é ajuda, apoio incondicional à população. Mas há reformas indispensáveis em certos setores que a França exige há meses, anos”, disse Macron. “Não podemos fazê-las sem apontar algumas verdades inconvenientes. Se essas reformas não forem feitas, o Líbano continuará a afundar.”

O governo da França, antiga potência colonial que administrou o Líbano no início do século 20, começou a enviar assistência médica e profissional a Beirute no dia seguinte à explosão. “Quero organizar a cooperação europeia e, mais amplamente, a cooperação internacional”, disse Macron.

Além da França, países como Alemanha, Rússia, Austrália, Qatar e Irã -rival histórico do Líbano- enviaram profissionais de saúde, hospitais de campanha e toneladas de suprimentos, além de equipes especializadas em busca e salvamento.

 

Esta matéria foi útil para você?

Folhapress TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
ver matérias ›

Newsletter TODODIA

As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.

Ao se inscrever você concorda em receber a newsletter diária do TODODIA. Cancele quando quiser, com um clique no rodapé do e-mail. Política de privacidade.