sexta-feira, 19 julho 2024

Mãe de gêmeos atingidos por ‘chicotada’ de fiação relembra desespero: ‘Achei que perderia os dois’

Acidente aconteceu em Jaú (SP), quando um carro atingiu fios soltos na rua, que ricochetearam e atingiram os bebês no rosto. Polícia investiga o caso 

Gêmeos atingidos no rosto por ‘chicotada’ de fiação solta em rua de Jaú se recuperam bem após o acidente — Foto: Arquivo pessoal

A mãe dos gêmeos de 1 ano e 6 meses que ficaram feridos depois de serem atingidos no rosto por fios soltos em uma rua de Jaú (SP) falou ao g1 sobre o desespero vivido no momento do acidente e admite que chegou a “pensar no pior”.

O acidente aconteceu na tarde da última quinta-feira (18) quando a atendente de telemarketing Sandy Nayara da Silva Cella, de 25 anos, mãe dos bebês, voltava com os filhos após pegá-los em uma creche.

Já perto de casa, quando esperava para atravessar a rua, um carro “atropelou” os fios soltos na rua, que estouraram e acabaram ricocheteando e atingindo o rosto dos dois bebês, que ficaram com ferimentos profundos.

Só lembro do barulho dos fios estourando, do estralo, e pegando na região do pescoço de um dos meninos e no rosto do outro. Primeiro pensei num choque elétrico, depois vi sangue pelo corte provocado em um deles. Se fosse mais profundo, pegaria a jugular. Pensei mil e uma coisas e até que perderia os dois, diz Sandy Nayara.

Na sequência, a atendente lembra que tirou os dois filhos do carrinho onde estavam e começou a gritar por socorro, até que um morador da região levou a mãe e os gêmeos para atendimento na Santa Casa.

Ao g1, Sandy Nayara disse nesta segunda-feira (22) que os filhos se recuperam bem dos ferimentos e já brincam como se nada tivesse acontecido. Segundo ela, mesmo o bebê que precisou de um ponto cirúrgico para fechar o corte no rosto já praticamente não reclama.

Apesar da boa recuperação dos filhos, a atendente explica que eles, aparentemente, ficaram com alguns traumas pelo acidente sofrido.

Segundo Sandy Nayara, desde o dia do acidente, as crianças, que até então dormiam bem, não tiveram mais nenhuma noite tranquila.

“De dia eles estão bem, mas à noite eles acordam várias vezes, um deles quase sempre com um choro de desespero, e ambos com noites muito mal dormidas. Acredito que eles ficaram com algum trauma provocado pela violência do acidente”, diz a mãe. 

Via G1

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