sábado, 15 junho 2024

Os crimes mais frequentes que podem se repetir no próximo ano

Golpistas se utilizam de estratégias diversas para enganar e roubar as vítimas, seja pela internet, seja presencialmente 

Golpe do PIX

O ano de 2022 foi marcado por uma sequência de golpes e, entre os principais, está o golpe do Pix. A ferramenta bancária que, desde 2020, permite transferências de dinheiro sem a cobrança de taxas, também fez com que o número de sequestros-relâmpagos no estado de São Paulo aumentasse. Nesse tipo de golpe, pessoas são enganadas por mensagens de WhatsApp ou telefone e acabam fazendo transferências. Há casos em que as vítimas são feitas reféns, o que causa trauma e pavor.  

Golpe do Tinder

Quem utiliza as redes sociais e aplicativos de relacionamento deve se atentar aos golpes aplicados pela pessoa que está atrás da tela. Esse tipo de crime pode ocorrer em duas modalidades: na primeira, o criminoso seduz a vítima após conhecê-la e, após os primeiros encontros, mesmo sem tê-la conhecido pessoalmente, alega problemas financeiros e pede empréstimos por transferências bancárias. Então, ele some com o dinheiro. Na segunda, o sujeito é atraído para o encontro e, chegando ao local, é sequestrado e forçado a transferir altas quantias para os golpistas.

Golpe da fruta

A criatividade para realizar extorsões é tanta que, no início do ano, consumidores registraram o golpe da fruta, principalmente no Mercadão de São Paulo. O local, que é um dos pontos turísticos mais conhecidos de São Paulo, foi alvo de diversas denúncias por parte de consumidores que praticamente foram obrigados pelos vendedores a comprar as frutas, diante de ameaças, comportamentos agressivos e ofensivos ou ainda que pagaram valores errados inseridos nas máquinas de cartão de crédito e débito.

Golpe do 0800

No golpe do 0800, também ocorrido com frequência neste ano, os enganadores enviam um SMS para a vítima, dizendo que houve uma transação bancária de alto valor no cartão de crédito dela, e junto da mensagem, há um link que a pessoa pode acessar. Ao clicar no link, é aberto o aplicativo de chamadas do celular, com um número 0800 na tela. Quando a vítima liga para esse número, do outro lado da linha uma falsa atendente informa que é representante do banco e pega os dados do cartão dela, que é usado pelos golpistas.

Golpe em aluguéis por temporada

Períodos de festas e feriados acendem alertas para os golpes em aluguéis por temporada. Já imaginou você alugar um imóvel, pagar o valor, e quando chega ao local ele simplesmente não existe? A maior ocorrência desse tipo de crime acontece com contratos estabelecidos entre a vítima e o golpista, sem intermediários, mas também pode ocorrer por meio de aplicativos e sites.

Boa noite, Cinderela

Mais antigo e conhecido que os demais, o golpe do boa noite, Cinderela vitima frequentadores de festas, baladas e outros eventos. As substâncias soníferas, discretamente postas em copos de vítimas, não têm cheiro, sabor nem cor e não demoram a surtir efeito. Uma vez desacordada, a pessoa tem seus pertences levados ou pode até ser sequestrada, a depender do caso.

Falso Ingresso

No golpe do falso ingresso, a vítima faz o pagamento do valor por meio de um site duvidoso, recebe o voucher com a confirmação da compra pelo email e somente no momento do acesso ao evento descobre que o QR Code obtido não funciona. Um grupo que simulava a venda de entradas para shows causou, em um só espetáculo, um prejuízo de R$ 300 mil.

Golpe da maquininha

Mais comum entre falsos entregadores de aplicativo, o ‘golpe da maquininha’ é aplicado em outras circunstâncias, como eventos abertos, e os golpistas se passam por vendedores ambulantes. Nesse caso, a máquina utilizada para a compra por cartão está adulterada, seja no visor do aparelho, seja no software. Assim, o valor cobrado é significativamente superior ao que aparece na tela.

Golpe do emprego

Mensagens que oferecem propostas de emprego com salários de R$ 900 a R$ 4.000 por dia atraem vítimas ao golpe do emprego, também muito aplicado em 2022. Essas mensagens, que chegam via SMS, WhatsApp ou outras redes sociais, levam as vítimas a clicar nos links, direcionando-as a um site no qual preenchem dados pessoais de cadastro para os criminosos, ou ainda pior: o download direto de algum programa que acessa os aplicativos no celular e salva automaticamente as informações — inclusive bancárias.

Com informações do R7

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