
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciaram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal.
Segundo a PF, a nova etapa da operação tem como objetivo aprofundar as investigações para esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, entre eles organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Entenda
As investigações, iniciadas em abril de 2025, apontam que entidades investigadas teriam realizado descontos indevidos que somam cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. No entanto, as primeiras denúncias relacionadas ao caso teriam sido registradas ainda em 2017.
Pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções, entre eles o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Além disso, diversos órgãos governamentais são investigados por suposta omissão diante de denúncias de irregularidades recebidas durante o período investigado.
Enquanto a Polícia Federal avança nas investigações, o governo federal deu início ao processo de reembolso para aposentados e pensionistas prejudicados pelos descontos indevidos.





