
Milhares de imigrantes marroquinos estão chegando a nado na Espanha ao longo da semana. Foram mais de 60 mil pessoas nas últimas 24 horas, segundo o Ministério do Interior espanhol. Os governos trabalham com a hipótese de redes criminosas de tráfico de pessoas atuarem no fluxo para Ceuta, cidade autônoma na margem africana de Gibraltar.
Travessia perigosa
Mesmo não atravessando completamente pelo Mediterrâneo, a travessia entre o norte da África e Espanha é perigosa. A grande maioria dos imigrantes é jovem, mas também existem pequenas famílias se arriscando no mar ao longo da costa; já são 34 mortos, de acordo com as autoridades de Ceuta.
Diante do cenário, os governos espanhol e marroquino estudam alternativas para controlar o fluxo. Até o momento, a União Europeia afirmou que cogita reforçar a atuação da Frontex, agência que controla as fronteiras.
Episódio semelhante
Em 2021, um episódio semelhante ocorreu quando mais de cinco mil imigrantes cruzaram Marrocos e Ceuta em um único dia. Na época, o motivo era a crise diplomática instaurada por Madri receber um líder da Frente Polisário (que defende a independência do Saara Ocidental) para tratamento médico em seu território.
O que acontece com os imigrantes?
Agora, os imigrantes estão sendo deslocados para centros de acolhimento. A partir disso, as autoridades irão avaliar os pedidos de proteção internacional, podendo acolhê-los ou devolvê-los ao Marrocos.





