domingo, 3 março 2024

Polícia Civil investiga suspeita de omissão após criança quebrar clavícula em creche

Câmeras do local flagraram momento em que menino de 1 ano cai de escorregador. Mãe alega que não foi avisada por professora e que soube de ferimentos somente no hospital

A fratura só foi descoberta na Santa Casa, após a criança ser submetida a um raio-X (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil investiga a suspeita de omissão de cuidado, no caso de uma criança de 1 ano que caiu do escorregador e quebrou a clavícula em uma creche em Franca (SP).

Mãe do menino, Francislene Aparecida Castelo Pereira afirma que não foi informada pela escola sobre o tombo e que a professora negou que ele tivesse caído. A fratura só foi descoberta na Santa Casa, após a criança ser submetida a um raio-X.

No hospital, uma terceira radiografia foi feita e um médico constatou a fratura na clavícula. O braço da criança foi imobilizado e um retorno com o ortopedista está marcado para segunda-feira (27).

Depois da confirmação da fratura, os pais relataram que voltaram na creche no dia seguinte para perguntar novamente o que tinha acontecido e foi quando a diretora disse que tinha procurado nas câmeras e visto o tombo.

A diretora afirmou que não foi notificada pela professora da criança sobre o caso.

Em nota, a Prefeitura informou que a professora em questão foi demitida. Além disso, comunicou que a Secretaria Municipal de Educação está em contato com os pais da criança para verificar o interesse em manter o menino na creche ou pedir a transferência.

Frascislene registrou boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial (DP) de Franca e a criança passou pelo exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Djalma Donizete Batista, o primeiro passo da investigação é coletar os depoimentos.

“Nós vamos verificar se realmente essa professora agiu com alguma omissão. Se eventualmente nós acharmos que ela agiu, aí nós encaminharemos esse boletim para a Justiça, onde será instaurado um termo circunstanciado e a Justiça, através do Ministério Público, vai apurar se haverá punição ou não”, disse.

Com informações G1.

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