
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado como pré-candidato à Presidência pelo PSD (Partido Social Democrático). O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa, realizada em São Paulo, na segunda-feira (30).
Caiado se filiou ao partido apenas no início de março, ao deixar o União Brasil, em uma ação clara de viabilização da candidatura. Durante a coletiva, o político chegou a afirmar que irá priorizar a anistia geral e irrestrita em benefício do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Declarações
Diante de um cenário hipotético de disputa com o atual presidente Lula (PT), Ronaldo Caiado declarou que “Isso é fácil, no segundo turno sem dúvida alguma ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país. Ele não é opção mais em Goiás, não é em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul”, disse o governador.
A escolha
Além de Caiado, os governadores Ratinho Júnior (PN) e Eduardo Leite (RS) também estavam cotados para uma pré-candidatura. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, destacou na coletiva de imprensa que “é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados” ressaltou Kassab.
Com o anúncio, outros possíveis candidatos são:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): o atual presidente pode buscar a reeleição focando na manutenção de programas sociais e na estabilidade econômica, tentando consolidar sua base frente ao avanço da direita.
- Aldo Rebelo (DC): o ex-ministro aposta em um discurso nacionalista e na defesa da anistia política como ferramenta para, segundo ele, pacificar o país e superar a polarização.
- Ciro Gomes (PSDB): agora filiado ao PSDB, o ex-governador cearense mantém suas críticas ao sistema econômico, embora tenha feito acenos recentes a nomes da terceira via e do centro.
- Flávio Bolsonaro (PL): escolhido como o herdeiro político direto de Jair Bolsonaro, o senador centraliza a estratégia da direita conservadora e foca na construção de palanques regionais fortes.
- Hertz Dias (PSTU): o possível candidato da esquerda socialista levanta a bandeira da ruptura com o sistema capitalista e a defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora.
- Renan Santos (Missão): liderança do MBL, ele encabeça a nova legenda com uma estratégia de forte engajamento digital e críticas tanto ao petismo quanto ao bolsonarismo tradicional.
- Romeu Zema (Novo): o governador de Minas Gerais apresenta o modelo de gestão de seu estado como vitrine, defendendo o liberalismo econômico e o enxugamento da máquina pública.
- Rui Costa Pimenta (PCO): o jornalista pode voltar à disputa presidencial com um discurso focado na mobilização popular de base e em críticas severas às instituições do Judiciário.
- Samara Martins (UP): representando a Unidade Popular, ela pode pautar sua candidatura na luta por moradia popular e na denúncia das desigualdades sociais estruturais do Brasil.





