Domingo, 26 Junho 2022

Temporal no Rio mata seis, alaga ruas e hotel e aciona sirenes de alerta

Temporal no Rio mata seis, alaga ruas e hotel e aciona sirenes de alerta

Um temporal com fortes ventos atingiu o Rio de Janeiro na noite desta quarta-feira (6), matou ao menos cinco pessoas, causou alagamentos, quedas de ár
Um temporal com fortes ventos atingiu o Rio de Janeiro na noite desta quarta-feira (6), matou ao menos cinco pessoas, causou alagamentos, quedas de árvores, deixou bairros sem luz e acionou sirenes de alerta em áreas de risco.

A informação foi dada pelo prefeito Marcelo Crivella (PRB) há pouco, às 9h, próximo a Avenida Niemayer, onde um ônibus foi esmagado por uma árvore e derrubou parte da ciclovia Tim Maia. Uma mulher morreu nesse acidente e já foi identificada.

O prefeito disse também que os ventos registrados na capital fluminense durante a tempestade chegaram a 110 km, segundo a medição do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) no Forte de Copacabana.

​A força da ventania derrubou inclusive cabos de comunicação do teleférico do Complexo do Alemão, na zona norte.

A Prefeitura decretou estágio de crise (o mais grave) por volta de 22h e recomendou aos cariocas não saírem de casa.

ZONA SUL
O Vidigal, na zona sul, foi um dos bairros mais atingidos, onde ruas viraram córregos.
Na Rocinha, em São Conrado, sirenes alertaram os moradores para desocuparem as residências e se encaminharem para os pontos de apoio próximos.

Na comunidade, houve ao menos dois deslizamentos. Vídeos publicados nas redes mostram um homem sendo arrastado pela enxurrada -a família divulgou que ele passa bem.

Um dos chamados atendidos pelo Corpo de Bombeiros relatava o soterramento de uma casa na estrada da Gávea, altura do número 200, por causa de um deslizamento. Ainda não há informações sobre vítimas.

No mesmo bairro, clientes do hotel Sheraton, um dos mais luxuosos da cidade, ficaram ilhados com água no joelho entre poltronas que boiavam no meio do lobby totalmente alagado.

Na região, o canal do Leblon transbordou atingindo várias ruas comerciais e o shopping Leblon foi invadido pela água.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio, outro deslizamento, em Barra de Guaratiba (zona oeste) provocou a morte de uma mulher.

Outros dois homens foram resgatados com ferimentos e uma pessoa está desaparecida. Houve ainda deslizamento em Inhaúma, na zona norte.

Segundo a Defesa Civil, choveu em quatro horas mais do que o esperado para todo o mês de fevereiro.

Foram 138 mm de chuva em algumas áreas, quando o previsto para este mês era de 130 mm.

A chuva ainda interrompeu a circulação de ônibus articulados no sistema BRT (Bus Rapid Transit), nos corredores Transoeste e Transcarioca.

Alagamentos, carros e árvores bloqueiam o tráfego nos corredores exclusivos. Vias e túneis foram fechados e o trânsito foi intenso em vários bairros.

Chegaram a ser interditadas em ambos os sentidos as ruas Jardim Botânico, estrada Grajaú-Jacarepaguá, rua Epitácio Pessoa, rua Alto da Boa Vista, Túnel Zuzu Angel e avenida Niemeyer.

Segundo a empresa de energia Light, houve interrupções no fornecimento de luz ao menos na Barra da Tijuca e Recreio (zona oeste) e na Tijuca (zona norte).

Os bombeiros registraram até o momento 24 quedas de árvores. A previsão é que a chuva forte continue em partes da cidade.

Marcello Crivella, esteve na Comunidade do Vidigal durante a madrugada para coordenar o apoio às vítimas dos alagamentos e na ocasião decretou luto de três dias na cidade.

Com informações da Folhapress

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