As forças russas recuaram, e hoje mantêm uma porção bem pequena de Kharkiv
Embalada pelo sucesso de sua contraofensiva na região de Kharkiv, a Ucrânia disse nesta terça (13) que só irá parar quando expulsar todas as tropas russas de seu território. Até os ataques iniciados na semana passada, Moscou ocupava cerca de 20% do vizinho que invadiu há 202 dias.
É um golpe de propaganda, claro, mas guerras são feitas disso também. “O objetivo é liberar a região de Kharkiv e além: todos os territórios ocupados pela Federação Russa”, afirmou a ministra-adjunta da Defesa, Hanna Maliar, a repórteres que a acompanhavam na estrada para Balaklia, primeira cidadezinha estratégica retomada por Kiev na ação.
A realidade ainda pode se interpôr. No começo da tarde (início da manhã no Brasil), uma barragem de artilharia pesada foi registrada em quase todos os pontos da frente de Kharkiv, no nordeste do país. Enquanto reforçavam sua posição para uma longamente protelada ofensiva ucraniana no sul do país, em Kherson, os russos se descuidaram da região nordeste do país, a qual ocupavam parcialmente desde abril. Kiev atacou lá, com grande eficácia, apesar da cautela de analistas acerca de sua capacidade de reter os ganhos.
As forças russas recuaram, e hoje mantêm uma porção bem pequena de Kharkiv. É lá que os combates mais duros estão ocorrendo, pelos relatos desencontrados. Mas a ambição ucraniana tem limites: no sul, sua ofensiva pouco ganhou e no leste, o russófono Donbass, o Kremlin está em posição aparente de força.
Assim, a fala de Maliar remete a pedidos renovados do presidente Volodimir Zelenski, feitos na véspera, para que o Ocidente envie mais armamentos para a Ucrânia. Só os EUA já entregaram e prometeram mais de US$ 15 bilhões (R$ 76,3 bilhões) em ajuda militar, quase quatro vezes o orçamento de defesa regular dos ucranianos.





