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Mala de mão começa a ser fiscalizada em SP e RJ

Quem estiver com malas fora do tamanho permitido terá a bagagem de mão barrada na entrada da área de raio X

Passageiros de voos nacionais que tentam embarcar com bagagens de mão fora do padrão passaram a ser barrados desde ontem em cinco aeroportos do país: Congonhas (São Paulo), Santos Dumont, Galeão (Rio de Janeiro), Santa Genoveva (Goiânia) e Salgado Filho (Porto Alegre). Quem estiver com malas, sacolas e bolsas com medidas acima de 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade poderá ter a mala de mão barrada antes da entrada na área de raio X.

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Nesse caso, o passageiro terá de voltar ao balcão do check-in e pagar para despachá-la. A ação foi criada pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) e começou a ser implementada, por etapas, no dia 10 de abril. Ela já estava valendo nos aeroportos Juscelino Kubitschek (Brasília), Afonso Pena (Curitiba), Viracopos (Campinas/SP), Aluízio Alves (Natal), Confins (Belo Horizonte), Pinto Martins (Fortaleza), Guararapes (Recife) e Val-de-Cans (Belém).

A nova norma, que segue o padrão de malas de bordo usado pela Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo), serve para as principais companhias que operam no país: Gol, Latam, Avianca Brasil e Azul.

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Fiscais com coletes amarelos param os passageiros com malas que estão visivelmente perto do limite de tamanho permitido. Eles tentam encaixar as malas dentro de um gabarito de plástico. Se o volume não couber no gabarito, não pode ser levado na cabine.

Em Congonhas, os modelos de malas mais parados no começo da tarde eram aqueles com rodinhas, com o corpo de plástico rígido ou de tecido com bolsos frontais. Os fiscais ajudavam o passageiro a “espremer” a mala, para tentar encaixá-la no gabarito.

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Em um caso, o passageiro foi orientado a tirar um objeto do bolso frontal de sua bagagem, para ajustá-la à medida. Depois, foi liberado para o embarque. Algumas malas que ultrapassaram em poucos centímetros a altura permitida também foram liberadas.

Mas outros passageiros, mesmo apertando a mala, não puderam embarcar com o volume. Foi o caso da servidora pública Juliana Sprotte, 27, de Joinville (SC). Sua mala de plástico não entrou no gabarito por ser larga demais. “Eu medi em casa, mas barraram por causa da alça lateral”, diz. Faltando apenas 50 minutos para a partida do seu voo, ela precisou voltar ao guichê da companhia, a Latam, e pagar R$ 120 pelo despacho.

Por volta do meio-dia, havia quatro fiscais fazendo a triagem das malas de mão em Congonhas. A ação não causava filas ou atrasos. Segundo o coordenador dos fiscais, no período da manhã, que é o mais movimentado, havia dez funcionários na ação.

Em outros espaços do aeroporto, não havia qualquer tipo de material informativo sobre a ação que se passava na área de embarque. No aeroporto Santos Dumont, no Rio, três funcionários da Abear faziam a fiscalização durante a manhã. Uma das fiscais disse que a principal confusão não era a medida das malas, mas o número de volumes permitidos -só podem ser levados uma mala de mão de no máximo 10 kg e mais um item pessoal, como bolsa ou sacola.

Foi o caso da gerente de vendas Érika Amaral, 42, que carregava três volumes. “Eles só pediram para eu colocar a bolsa dentro da mochila, mas deixaram eu passar porque os itens estavam dentro do tamanho”, disse ela.

 

 

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