Domingo, 24 Outubro 2021

Acusado de abuso sexual, padre Leandro vira réu

Acusado de abuso sexual, padre Leandro vira réu

A Justiça acatou denúncia do Ministério Público e o padre Pedro Leandro Ricardo responderá processo no qual é acusado por quatro vítimas de abusos sex

A Justiça acatou denúncia do Ministério Público e o padre Pedro Leandro Ricardo responderá processo no qual é acusado por quatro vítimas de abusos sexuais. Os crimes teriam ocorrido entre 2002 e 2005, contra ex-coroinhas, em Araras. O juiz pediu o passaporte do padre para evitar que ele deixe o país. A defesa de Leandro nega os crimes. 

A denúncia foi feita em dezembro e foi acatada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) anteontem (11), transformando o padre Leandro em réu. 

Além da exigência de retenção do passaporte do acusado, a Justiça o proibiu de manter contato com vítimas, familiares delas e testemunhas. Foi dado prazo de dez dias para resposta. 

O caso tramita em segredo de justiça. Padre Leandro está afastado do comando da Basílica Santo Antônio de Pádua de Americana e da função de sacerdote da Igreja Católica desde o início do ano passado, após denúncias de supostos casos de abuso sexual contra menores na região. 

Desde janeiro de 2019 o padre Leandro, que era reitor da Basílica de Americana, e o bispo, Dom Vilson Dias de Oliveira, então na Diocese de Limeira, são investigados pela Polícia Civil sob suspeita de apropriação indébita de pelo menos R$ 1,2 milhão em recursos da igreja. 

Padre Leandro é investigado também desde então por supostos crimes de abuso sexual contra menores de idade, adolescentes que seriam coroinhas da Igreja São Francisco de Assis, em Araras, onde ele era pároco. 

Uma das supostas vítimas declarou em entrevista em rede nacional em julho que o padre tocava em seus órgãos genitais. “Isso arde dentro de mim. Eu não gostaria que outras crianças passassem pelo que passei”, disse o ex-coroinha na ocasião. 

A denúncia, assinada pelo promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, aponta que Leandro supostamente utilizava a autoridade religiosa para atrair menores e molestá-los. 

As abordagens teriam ocorrido na casa paroquial e no carro do padre. Quando as vítimas reagiam às tentativas de abuso, ele oferecia dinheiro e presentes ou os afastava da igreja, aponta a denúncia. 

 

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