Quinta, 02 Dezembro 2021

Americana: Campanha obtém 784 doadores de medula óssea

Americana: Campanha obtém 784 doadores de medula óssea

Em um ato de amor e solidariedade ao próximo, uma campanha para reunir doadores voluntários de medula óssea conseguiu cadastrar quase 800 pessoas na n

Em um ato de amor e solidariedade ao próximo, uma campanha para reunir doadores voluntários de medula óssea conseguiu cadastrar quase 800 pessoas na noite da última terça-feira, em Americana.

A doação de medula óssea, feita por meio de doação de sangue, é alternativa no tratamento de doenças graves, como leucemia, anemia, síndromes provocadas pela deficiência medular, linfomas, mieloma múltiplo, hemoglobinopatias, tumores de testículos e neuroblastomas. 

Na campanha em Americana, em apenas quatro horas de coletas, e em uma noite fria, foram feitos 784 cadastramentos de doadores voluntários de medula óssea, na sede da Comunidade Fé Church, no Parque Novo Mundo. Uma equipe do Hemocentro da Unicamp esteve na cidade para o trabalho. 

"Às 20h30, há haviam acabado as senhas e muita gente foi embora ou chegou após esse horário", contou a dona de casa Raquel Maia, voluntária da campanha, criada a partir da doença do jovem Lucas Favre, de 19 anos, que infelizmente morreu ontem, no hospital de Jaú (SP), onde estava internado para tratamento de leucemia. Ele aguardava o transplante de medula óssea, mas não havia conseguido doador compatível.



[caption id="attachment_22671" align="alignright" width="300"] EM AMERICANA | Doador voluntário durante coleta no hemocentro

"Em 40 minutos, já haviam 400 doações, a fila virava a esquina. Graças a Deus, foi surpreendente a resposta das pessoas pela causa. A própria Unicamp nunca fez tantas coletas em poucas horas num único dia", avaliou Raquel, que era muito amiga de Lucas, que a tratava como mãe. "Não deu certo para o nosso Lucas, foi a missão dele, mas, com certeza, dará certo para outras pessoas", comentou.


Banco nacional tem 5 milhões de doadores

O Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) foi criado em 1993, em São Paulo, para reunir informações de pessoas dispostas a doar medula óssea para quem precisa de transplante. Desde 1998, é coordenado pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Rio de Janeiro. 

Com quase 5 milhões de doadores cadastrados, o Redome é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo e pertence ao Ministério da Saúde, sendo o maior banco com financiamento exclusivamente público. 

Anualmente são incluídos mais de 300 mil novos doadores no cadastro do Redome. Ontem (17), o site do programa anunciava a existência de 4.914.575 doadores cadastrados e 850 pacientes em busca de doador não aparentado (média). 

Os Hemocentros Regionais ou mais conhecidos como Bancos de Sangue Públicos são responsáveis por cadastrar os interessados em se tornar doadores de medula óssea. Os dados são agrupados em um registro único e nacional (Redome). 

Um indivíduo pode ser voluntário para a doação de sangue, doação de medula ou de ambos. É importante que este desejo seja explicitado no momento do cadastro. 

Para aumentar as chances de localização de um doador compatível para um paciente que necessita do transplante é imprescindível manter o cadastro no Redome atualizado. O doador deve lembrar que irá permanecer no registro até completar 60 anos de idade e que a convocação para realizar a doação pode demorar alguns anos ou nem chegar a acontecer. Por isso, o doador deve informar sempre que houver alteração em qualquer dado do cadastro (endereço, telefone etc). Esta informação pode ser encaminhada pelo site do Redome ou através do Hemocentro que o cadastrou. 

O Centro de Transplantes de Medula Óssea é responsável pela coordenação técnica e a Fundação do Câncer pela operação do Redome. 

 
 

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