Sexta, 17 Setembro 2021

Acusado de duplo homicídio em São Paulo é preso em Americana

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Acusado de duplo homicídio em São Paulo é preso em Americana

Homem é suspeito de ter assassinado duas educadoras na capital paulista no final de maio

A diretora Jéssica Lopes Frazão, de 31 anos, e a professora Marli Gomes de Lima Lana, de 42 anos, assassinadas no caminho do trabalho (Redes sociais/Reprodução)
Um dos homens suspeito de ter assassinado a tiros duas educadoras na zona leste da capital paulista no final de maio foi preso pela Polícia Civil na zona rural de Americana nesta terça-feira (15). Outro acusado de ter cometido o latrocínio também foi detido no Jardim Iguatemi, em São Paulo. Um terceiro homem suspeito pelo crime segue foragido.

Segundo informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), as prisões foram realizadas por equipes da Cerco (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas) da 7ª Delegacia Seccional de Polícia da Capital. Os nomes dos detidos não foram divulgados. 

Os dois indivíduos foram presos após o cumprimento de cerca de 15 mandados de buscas domiciliares e prisões temporária. O inquérito policial ainda está em andamento e as equipes especializadas prosseguem com as diligências para identificação e prisão dos demais envolvidos.

Crime

Na manhã do dia 24 de maio, a professora Marli Gomes Lima Lana, de 41 anos de idade, e a diretora Jéssica Lopes Frazão, de 31 anos, foram mortas a tiros na Avenida Professor Oswaldo de Oliveira, no bairro José Bonifácio, na zona leste de São Paulo, durante um assalto. 

De acordo com a Polícia Militar, três mulheres estavam em uma Tucson preta, que pertencia a Jéssica, quando foram abordadas por três homens armados que estavam em outro carro. Os criminosos exigiram dinheiro das vítimas, que entregaram bolsas e celulares, mas mesmo assim foram baleadas. 

As vítimas moravam no município de Ferraz de Vasconcelos e trabalhavam em uma creche no Jardim Lapenna, na capital paulista. Uma terceira mulher que estava no veículo durante o assalto não ficou ferida. 

A Polícia Civil suspeita que as duas mulheres foram mortas por engano. De acordo com as investigações, o alvo da quadrilha era uma família dona de postos de combustíveis, mas os bandidos teriam confundido o carro da diretora com um dos veículos da escolta do dono do posto. O carro das vítimas foi atingido por 11 tiros.

"O que seria atípico é a escolta na frente do carro alvo, mas com a captura dos dois e com o resultado das demais buscas, acreditamos que vamos prosperar no esclarecimento das últimas arestas dessa investigação", afirmou o delegado Márcio Fruet Pereira de Araújo.
 

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