segunda-feira, 31 agosto 2026
DESEMPENHO ACADÊMICO

Americana: estudante de 13 anos viaja de avião após conquistar ouro em olimpíada de matemática

Sophia Fernandes avançou para a segunda fase da OBMEP pelo segundo ano consecutivo e busca nova medalha na competição
Por
Nicoly Maia
Americana conquistou duas medalhas de ouro, três de prata e cinco de bronze na OBMEP. Foto: Pedro Lucas/ TV TODODIA

Sophia Dias Fernandes, de 13 anos, já acumula medalhas em competições de matemática. Moradora de Americana e estudante da rede estadual, ela frequenta a Escola Estadual Professora Idalina Grandin Mirandola, na Vila Bertini, e conquistou a medalha de ouro nacional na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) de 2025. A premiação foi realizada em junho deste ano.

Em 2026, a estudante voltou a participar da competição e avançou para a segunda fase, marcada para 17 de outubro. O resultado está previsto para dezembro.

Experiências além da sala de aula
A medalha de ouro também proporcionou a Sophia experiências fora da escola. Pela conquista, ela ganhou uma viagem para Florianópolis, em maio, para participar do Encontro do Hotel de Hilbert. O evento reuniu 155 estudantes selecionados pelo PIC (Programa de Iniciação Científica Jr.) e foi promovido pelo IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada). “Quando descobri que tinha conquistado a medalha de ouro, fiquei muito ansiosa pela cerimônia nacional. Foi incrível viajar pela primeira vez de avião e conhecer estudantes de todo o Brasil. Fiz muitos amigos e vivi uma experiência única.”

Em junho, a estudante também participou da cerimônia nacional da OBMEP, realizada no Rio de Janeiro. O evento reuniu os 684 medalhistas de ouro da edição de 2025.

Conquistas na região
A região de cobertura da TV TODODIA também teve destaque na OBMEP. Americana conquistou duas medalhas de ouro, três de prata e cinco de bronze. Campinas teve o maior número de premiações, com quatro ouros, 17 pratas e 32 bronzes.

Entre as demais cidades, Paulínia conquistou uma medalha de ouro, sete de prata e cinco de bronze. Sumaré teve dois ouros, duas pratas e sete bronzes, enquanto Santa Bárbara d’Oeste ficou com um ouro e oito bronzes. Limeira conquistou três pratas e sete bronzes; Hortolândia, duas pratas e quatro bronzes; Nova Odessa, uma prata; e Cosmópolis, uma medalha de bronze.

Mudança de nível aumenta o desafio
Na edição de 2025, Sophia competiu no nível 1, destinado a alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Neste ano, passou para o nível 2, voltado aos estudantes do 8º e 9º anos, o que aumentou a dificuldade da prova. “Estou estudando e me esforçando ao máximo para conseguir a medalha de ouro de novo. A mudança de nível aumenta a dificuldade, então estou estudando ainda mais e quero conquistar o ouro novamente.”

Ao conquistar uma medalha na OBMEP, os alunos podem participar do PIC, que oferece atividades de aprofundamento em matemática, acompanhamento de professores e material didático específico. “Qualquer medalha da OBMEP, seja ouro, prata ou bronze, dá acesso ao PIC. É um curso que ajuda muito na preparação. A gente recebe apostilas e tem contato com conteúdos como geometria, probabilidade e combinatória.”

Família acompanha as conquistas
Para Elizene Dias Fernandes, mãe de Sophia, o apoio da família é fundamental para que a filha aproveite as oportunidades proporcionadas pelas competições. “Apesar do medo, eu deixo ela ir porque não posso impedir uma conquista que veio com tanto esforço. As organizações são muito cuidadosas e tudo é muito bem preparado. Ela também gosta porque encontra outros estudantes que gostam de estudar e conhece pessoas de todo o país.”

Sophia começou a viajar sozinha aos 11 anos, quando foi premiada. Desde então, participou de outras cerimônias e encontros promovidos pela OBMEP.

Sonho de seguir na matemática
Com as experiências acumuladas, a estudante já pensa em seguir carreira na área. Durante uma das viagens, conheceu a proposta do IMPA Tech, graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada. “Eu ainda tenho um bom tempo para decidir, mas penso em cursar matemática. Durante a viagem, tivemos palestras sobre o IMPA Tech e achei a proposta muito interessante. Talvez eu tente entrar.”

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