As fortes chuvas que atingiram Americana nos últimos dias foram discutidas durante a sessão da Câmara Municipal. Comerciantes da região da Rua Carioba e moradores de um condomínio residencial na Rua Francisco Manoel, no Jardim Santana, enfrentaram alagamentos, prejuízos e dificuldades de acesso.
As vias de acesso e o estacionamento do residencial ficaram tomados pela água. Segundo a Defesa Civil, foram registrados 179 milímetros de chuva em um período de 72 horas. Os principais impactos ocorreram ao longo do leito do Ribeirão Quilombo, em trechos da Avenida Bandeirantes, da Rua Anhanguera, da Rua Bahia e da Rua Carioba.

Transtornos causados pela chuva
Durante a sessão, o vereador Jean Mozzoni (Agir) relatou que esteve no local para acompanhar os efeitos da chuva e destacou que o problema já foi tema de outros requerimentos apresentados na Câmara. “Fazendo algumas pesquisas no site da Câmara, puxando os requerimentos, a gente vê que tem bastante coisa apresentada, não é um assunto novo”, disse Mozzoni. Ainda de acordo com o parlamentar, “além do Executivo, nós vereadores podemos fazer mais e correr atrás disso”.
O vereador Lucas Leoncine (PSD) afirmou que comerciantes da região da Rua Carioba apontam a antiga usina de Carioba como a principal causa dos alagamentos. Segundo ele, “o grande problema do alagamento é a antiga usina de Carioba”.

Desassoreamento regional
Diante dos alagamentos, o vereador Gualter Amado (PDT) sugeriu a formação de uma comissão parlamentar para atuar com outras cidades no desassoreamento do Ribeirão Quilombo. A proposta contempla o trecho desde a nascente, em Campinas, até Americana. “Esse trabalho tem que ser feito em Campinas, que é nascente do Ribeirão Quilombo, e passar por Paulínia, Hortolândia, Sumaré e Nova Odessa, porque, se só Americana faz o trabalho, é todo perdido”, explicou.
O vereador Renan de Angelo (Podemos) também apresentou respostas a um requerimento de 2025. No documento, ele havia questionado a Prefeitura sobre melhorias na infraestrutura para resolver ou minimizar os alagamentos na região da Avenida Bandeirantes, no cruzamento com a Rua Bahia.
Na resposta lida por Renan, a secretária de Obras afirmou, em 2025, que “encontra-se em curso um projeto de ampliação da rede de drenagem na área a montante, na qual uma porção das águas será devidamente canalizada para o córrego Santa Angélica”.
Segundo De Angelo, porém, a resposta da secretária de Obras não estabeleceu prazo para o início do projeto. O requerimento também questionou se havia previsão orçamentária para obras de drenagem ou outras soluções capazes de evitar os alagamentos. A resposta foi “não”.





