Uma casa de repouso para idosos que funcionava de maneira irregular na rua Gregório Sacoman, no bairro São Jerônimo, em Americana, foi interditada pela vigilância sanitária na tarde de terça-feira (28), após o recebimento de uma denúncia registrada pelo Disque 100.
Durante a inspeção, foram encontrados cinco idosos vivendo em condições precárias de higiene, habitabilidade e segurança. Também foi constatada a ausência de prontuários, prescrições médicas, documentos pessoais e outros registros que permitissem identificar os moradores e comprovar o acompanhamento de seus estados de saúde.

Condições insalubres
De acordo com os agentes, o mesmo ímovel já havia sido alvo de operação que resgatou cerca de 17 pessoas idosas em situação de maus-tratos, em novembro de 2024.
Ainda durante a inspeção, os agentes identificaram um forte mau cheiro de fezes de animais na residência, evidenciando as condições de insalubridade do local. Foram encontrados 20 gatos e dois cães. O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) foi acionado para avaliar os animais e tomar as devidas providências.
De acordo com as autoridades, os idosos foram encaminhados à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Dona Rosa para avaliação médica, e seguem sendo acompanhados pelos órgãos responsáveis até que seus familiares sejam localizados.
Ministério público será acionado
A responsável pelo ímovel teria se exaltado e se recusado a fornecer informações sobre os senhores acolhidos, além de não ter apresentado os documentos solicitados pelos agentes fiscalizadores. Ela foi conduzida pela Guarda Municipal à delegacia.
“O trabalho da Vigilância Sanitária vai muito além da fiscalização. Sempre que identificarmos indícios de funcionamento irregular de estabelecimentos de interesse à saúde ou situações que possam colocar vidas em risco, atuaremos de forma firme, integrada com os demais órgãos competentes e dentro dos limites da legislação, adotando todas as medidas administrativas necessárias para garantir a segurança da população”, disse o diretor da Uvisa (Unidade de Vigilância em Saúde), Antônio Donizetti Borges.
O caso será apresentado ao Ministério Público.





