quinta-feira, 2 abril 2026

Moradores prejudicados por queda de passarela organizam abaixo-assinado

Moradores dos bairros Nova Americana e Chácara Machadinho pedem a construção de nova passagem sobre o Rio Quilombo e a linha férrea

Foto: Renato Pereira

Moradores dos bairros Chácara Machadinho e Nova Americana começaram a colher assinaturas para solicitar à Prefeitura de Americana a construção de uma passarela que transponha o Ribeirão Quilombo e a linha férrea, fazendo a ligação entre a Rua Silvino Bonassi e a Avenida Bandeirantes.

Em dezembro do ano passado, durante o período de chuvas de verão, a passagem de pedestres usada por quem precisava se deslocar entre os bairros cedeu em razão do aumento do nível de água do ribeirão e, desde então, o trajeto de 350 metros entre os dois pontos, antes percorrido em cerca de 5 minutos, passou a ser de 1,7 quilômetros, já que o trajeto passou a ser feito pelo viaduto João Baptista Romano, na Avenida Abdo Najar. O problema já se arrasta há quase cinco meses.

De acordo com a síndica do Condomínio Residencial Guaicurus, Sônia Flauzino de Almeida, o documento já reúne mais e 500 assinaturas e deve ser encaminhado ao Executivo, à Câmara de Vereadores, ao Ministério Público e à Rumo Logística, concessionária que administra os trilhos que cortam o trecho.

“A passarela era a única passagem que os moradores dos dois bairros tinham para transitar entre eles. Só Guaicurus, são cerca de 1,5 mil pessoas prejudicadas, sem contar quem frequenta o Sesi, localizado aqui na Avenida Bandeirantes e os trabalhadores do Parque Industrial Machadinho”, explica.

Sônia diz que a antiga passagem já era um problema, pela falta de segurança do local. Além de mal iluminada, a ponte estava instalada apenas sobre o ribeirão, e não sobre os trilhos. Dessa forma, os moradores tinham que aguardar a passagem dos vagões para atravessar o trecho, sem nenhum dispositivo de segurança.

“Temos muitos idosos que moram aqui na região e que vão ao supermercado, farmácia, que ficam em Nova Americana e, por sua vez, muitos vinham fazer atividades no Sesi e o trecho não é calçado, tem muito mato e tinham de atravessar os trilhos”, explica.

Tanto para a síndica quanto para os moradores que organizaram o abaixo-assinado, o ideal seria a construção de uma transposição sobre o ribeirão e o a linha férrea.

“Queríamos que fosse construída uma passagem segura que começasse na calçada da Avenida Bandeirantes até a calçada da Rua Silvio Bonassi, sem prejudicar a APP (Área de Preservação Permanente”, diz.

OUTRO LADO
Questionado sobre a reinstalação da passarela pela reportagem do TodoDia, o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Adriano Camargo, diz que a Administração Municipal deverá construir, em breve, uma nova passagem, mas apenas sobre o ribeirão. Camargo afirmou ainda que não há previsão para realização da obra.

Já a Rumo Logística afirmou, por meio de nota, que não há estudos para a construção de uma passagem nos moldes pedidos pelos moradores e que ainda não foi procurada para qualquer intervenção no local.

“A concessionária informa que não há previsão para a construção de uma passarela ligando a Rua Silvino Bonassi e a Avenida Bandeirantes. Além disso, a empresa está à disposição para dialogar com o município em busca de uma solução para reduzir o transtorno para a comunidade e, até o momento, não recebeu nenhuma solicitação nos moldes exigidos pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para intervenções que envolvam a via férrea”, traz a nota.

A companhia orienta ainda para que os pedestres sempre mantenham uma distância segura dos trens, parados ou em movimento. E reforça que as pessoas não devem pular os vagões, pois essa prática é uma atividade ilegal que coloca a vida em risco.

Os interessados em assinar o abaixo-assinado para a construção de uma nova passarela entre os bairros Machadinho e Nova Americana podem entrar em contato pelo telefone (19) 98377-0032.

Foto: Renato Pereira
Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também