Ticket médio de compras este ano gira em torno de R$ 630; produtos mais procurados devem ser aparelhos de televisão, smartphones e videogames
Já considerada a segunda melhor data do ano para as vendas do comércio – atrás apenas do Natal – a promoção que tem como ponto alto a última sexta-feira de novembro (dia 26 neste ano) deve impulsionar os negócios em 31,6% acima de 2020 na RMC (Região Metropolitana de Campinas) e injetar R$ 837 milhões na economia. A projeção é do economista Laerte Martins, diretor da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC).
De acordo com Martins, o ticket médio de compras este ano deve ser de R$ 630, 5% acima do registrado no ano passado.
“Haverá grande movimentação nos sistemas de aquisição por “delivery”, “drive thru” e “take away” no consumo de alimentação, principalmente”, acredita. Para o economista, a dinamização do marketplace (vendas online) foi a novidade durante a pandemia, que se incorporou às vendas físicas e propiciou aumento importante no faturamento do varejo”, explicou.
Pesquisas realizadas sobre a intenção de compras na Black Friday, mesmo considerando a flexibilidade das regras de isolamento social, destacam que 47% das pessoas que pretendem comprar na Black Friday de 2021, farão os negócios pela internet, contra 42% que realizaram as compras de forma virtual em 2020, elevando as vendas do e-commerce em 6%.
“As pesquisas também indicam que somente 15% dos consumidores realizarão as suas compras nas lojas físicas (4% acima do registrado em 2020) e que 38% pretende realizar as compras tanto presenciais quanto online”, disse o economista.
Produtos mais procurados
Os produtos mais procurados na Black Friday de 2021 devem ser aparelhos de televisão, smartphones, eletroeletrônicos, vestuário e calçados, brinquedos e videogames.
Os descontos devem variar entre 30% e 80%, sendo bastante pesquisados por meio do e-commerce. “Existe, ainda, uma certa desconfiança do mercado quanto à determinação dos preços dos produtos sobre os quais incidem os descontos oferecidos”, lembra o economista.





