
O número de consultórios e estabelecimentos de odontologia interditados pela Vigilância Sanitária de Campinas no primeiro semestre de 2026 já superou todo o total registrado ao longo de 2025. Entre janeiro e junho deste ano, foram 44 interdições, enquanto nos 12 meses do ano passado foram contabilizadas 38.
O crescimento das ações de fiscalização tem sido contínuo nos últimos anos. Em 2024, a Vigilância Sanitária interditou 10 estabelecimentos odontológicos. Em 2025, esse número saltou para 38, um aumento de 280%.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5), quando foi celebrado o Dia Nacional da Vigilância Sanitária.
Fiscalização amplia atuação
A Vigilância Sanitária de Campinas fiscaliza 103.549 estabelecimentos da área da saúde no município. Desse total, 1.829 oferecem serviços de odontologia. O trabalho é realizado por uma equipe de 79 servidores, sendo 64 autoridades sanitárias e 15 agentes administrativos.
Considerando todos os segmentos fiscalizados, como farmácias, clínicas de estética e ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos), foram interditados 1.050 estabelecimentos em 2025, alta de 35% em relação a 2024, quando foram registrados 779. Em 2026, somente no primeiro semestre, a Vigilância Sanitária emitiu 495 autos de infração.
O número de inspeções também segue elevado. Foram realizadas 2.632 fiscalizações em 2024, 2.689 em 2025 e outras 1.400 apenas nos seis primeiros meses deste ano.
Odontologia lidera crescimento
A odontologia foi o setor que apresentou o maior avanço nas ações de fiscalização. Além do aumento nas interdições, os autos de infração mais que dobraram entre 2024 e 2025.
Em 2024, foram emitidos 113 autos de infração. No ano seguinte, o número chegou a 263, crescimento de 133%. Em 2026, no primeiro semestre, já foram registrados 73 autos.
A fiscalização na área é realizada por uma equipe formada por cinco dentistas.
Irregularidades mais frequentes
Entre os principais problemas encontrados pela Vigilância Sanitária estão a ausência de licença sanitária, estrutura física inadequada, falhas na esterilização de materiais, falta de responsável técnico e descarte incorreto de resíduos.
Segundo o órgão, essas irregularidades podem representar riscos à saúde dos pacientes, como contaminações durante procedimentos, transmissão de doenças, atendimentos realizados de forma inadequada e utilização de produtos vencidos ou armazenados de maneira incorreta.
A fiscalização também identificou estabelecimentos funcionando sem licença e casos de exercício ilegal da profissão, principalmente na área da estética.
Como funciona a fiscalização
As inspeções têm caráter inicialmente orientativo. Após a vistoria, a Vigilância Sanitária avalia o risco oferecido à saúde.
Quando há risco grave, o estabelecimento pode ser interditado imediatamente, com ou sem aplicação de multa. Nos casos considerados menos graves, o responsável recebe prazo para corrigir as irregularidades. Caso as adequações não sejam realizadas, podem ser aplicadas sanções.
As interdições não são, necessariamente, definitivas. Após comprovar a regularização das pendências, o estabelecimento pode voltar a funcionar. Em 2025, 67 locais foram desinterditados. Em 2026, esse número já chega a 57, embora o prazo para a liberação varie conforme cada situação.
Como denunciar
Denúncias sobre irregularidades sanitárias podem ser feitas à Prefeitura pelo telefone 156 ou pelo WhatsApp (19) 2116-0156. Dúvidas e orientações podem ser solicitadas à Vigilância Sanitária pelo telefone (19) 2515-7134 ou pelo e-mail [email protected].





