sexta-feira, 17 julho 2026
PROBLEMA RECORRENTE

Hospital PUC-Campinas novamente registra superlotação no Pronto-Socorro Adulto do SUS

Unidade informou que opera com ocupação 390% acima da capacidade e pediu redirecionamento de pacientes para outros serviços da rede municipal
Por
Guilherme Pierangeli

O Hospital PUC-Campinas informou nesta segunda-feira (25) que o Pronto-Socorro Adulto do SUS (Sistema Único de Saúde) enfrenta um cenário de superlotação e opera com ocupação de 390% acima da capacidade instalada.

Segundo a unidade, atualmente há 18 pacientes que necessitam de cuidados intensivos e outros 47 acomodados em macas nos corredores devido à alta demanda por atendimento.

Diante da situação, o hospital afirmou que não possui condições seguras para receber novos encaminhamentos via SUS e solicitou à Regulação Municipal que avalie o direcionamento de pacientes para outras unidades de saúde da rede.

Hospital registra superlotação no PS SUS mais uma vez. Foto: Guilherme Pierangeli/TV TODODIA

Em nota, o Hospital PUC-Campinas também que a população a procure outros serviços de atendimento enquanto a situação de superlotação persiste.

Posicionamento da Prefeitura de Campinas
Procurada pela TV TODODIA, a Prefeitura de Campinas se manifestou por meio da seguinte nota:
A Prefeitura de Campinas informa que a Secretaria de Estado de Saúde abriu um chamamento que vai disponibilizar até 100 leitos do SUS para a cidade. A rede Hospital São Leopoldo Mandic informou que deve protocolar nesta segunda-feira, 25 de maio, seu interesse em constituir a parceria com o estado, através de sua estrutura hospitalar instalada na Casa de Saúde. O prefeito Dário Saadi, que é presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, pediu ao governo estadual urgência no andamento para assegurar a ampliação de leitos hospitalares no município.

Além disso, o Hospital Metropolitano será construído pelo Estado em área doada pela Prefeitura de Campinas. O edital da licitação para a obra foi lançado pelo governo estadual em abril. A administração municipal tem a ampliação de leitos SUS como uma das prioridades do governo e está em constante negociação com hospitais privados e com o Estado.

A Secretaria de Saúde de Campinas acompanha continuamente a ocupação dos leitos no município em conjunto com a Central de Regulação, responsável por monitorar as vagas disponíveis e direcionar os pacientes conforme a necessidade. Com isso, são viabilizadas transferências entre as unidades de acordo com a complexidade dos pacientes e a capacidade de cada hospital.

Quando o prefeito Dário Saadi assumiu seu primeiro mandato, em 2021, Campinas tinha 885 leitos, se forem considerados todos os tipos de estruturas disponíveis por meio de convênios da Saúde com hospitais privados e na Rede Mário Gatti. Atualmente, são mais de 1 mil vagas.
A Prefeitura de Campinas aplicou R$ 2,28 bilhões na área de saúde no ano de 2025. Os recursos municipais representaram 71,27% do valor direcionado para a área de saúde ao longo do ano. As despesas liquidadas, estimadas em R$ 1,66 bilhão, somaram 24,83% das receitas de impostos do Município, que totalizaram R$ 6,71 bilhões, percentual superior ao mínimo de 15% estipulado pela Constituição Federal e de 17% previsto pela Lei Orgânica de Campinas no período.

Vale destacar que Campinas é referência de urgência e emergência para a Região Metropolitana de Campinas. Historicamente, entre 20% e 25% dos pacientes atendidos pelo SUS Municipal vêm de outras cidades da região. Esses atendimentos chegam a 35% nas unidades conveniadas que possuem leitos neonatais.

Além disso, com as quedas nas temperaturas, há um aumento nos atendimentos de casos relacionados a infartos, AVCIs e doenças respiratórias

Nenhum paciente que precisa de internação na Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar fica sem assistência. A ocupação dos leitos é variável, devido à alta rotatividade entre internações e altas hospitalares. Diariamente, em média, cerca de 30 pacientes recebem alta e outros 30 são admitidos em cada hospital municipal. A ocupação das unidades está entre 95% e 100%, mas todos os pacientes são atendidos, já que elas operam em sistema de “porta aberta”.

Outras medidas
A Secretaria de Saúde informa que a Regulação Municipal tem feito todas as articulações necessárias com os hospitais conveniados para o encaminhamento dos pacientes para os leitos existentes.
Também entrou em contato com o Estado para pedir a redução no encaminhamento de pacientes de outras cidades para os serviços municipais.

Inaugurações
Desde 2021, dez novas unidades de saúde foram inauguradas – Hospital Pediátrico Mário Gattinho, Hospital da Mulher, Centro de Referência de Diagnóstico em Oncologia (CDO), Centro de Exames e Especialidades Médicas (CEEM), Centro de Especialidades Odontológicas Noroeste, CS Guanabara, CS Campina Grande, CS Boa Esperança, CS Sirius Cosmos e CS São Vicente. Além disso, os Caps AD Sudoeste e Caps I Roda Viva passaram a funcionar 24h.

Também desde 2021, foram realizadas 89 reformas de grande porte nas unidades da rede. Outras 2 obras de ampliação (CSS Parque Valença e Tancredão) estão em andamento. Em breve, será iniciada a ampliação do CS Ipê.

Mais unidades
Estão previstas outras oito novas unidades: CS Jambeiro, CS 31 de março, CAPS 3 Sul (em andamento), nova sede do CS Village (em andamento), nova sede do CS Boa Esperança (em andamento), CS Myriam (desenvolvimento de projeto), Central Municipal de Esterilização (em andamento) e Centro de Especialidade Odontológica Norte (em andamento).

*Atualizado às 13h03.

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