
Um novo caso da bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) foi identificado na enfermaria do Hospital Mário Gatti, em Campinas, após o registro de nove casos na UTI adulto da unidade. A confirmação foi divulgada na quinta-feira (19) e ocorre em meio ao cenário de monitoramento da infecção hospitalar.
De acordo com a Rede Mário Gatti, responsável pela administração do hospital, a ocorrência na enfermaria é considerada isolada e não possui ligação com os casos registrados na UTI adulto, onde há nove confirmações.
KPC é mais comum em enfermarias
A KPC é considerada um patógeno frequente e muito temido em ambientes hospitalares, incluindo enfermarias, mas ela se torna particularmente mais grave e comum em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Ela é uma superbactéria resistente a quase todos os antibióticos disponíveis.
Medidas de isolamento e controle
A rede informou que, após a confirmação do resultado, foram adotadas medidas de precaução de contato, conforme os protocolos de segurança assistencial. Um quarto privativo foi disponibilizado para isolamento da paciente, que deve ser transferida após a preparação do espaço.
Segundo a administração, o período em que a paciente permaneceu em leito coletivo corresponde ao intervalo necessário para a realização da limpeza terminal e organização do ambiente destinado ao isolamento.
Contexto do surto na UTI
O hospital já havia registrado um surto da bactéria na UTI adulto, com nove casos confirmados, situação que resultou na interdição do setor para controle da disseminação.
A unidade reforçou que o novo caso na enfermaria não altera o cenário do surto na UTI e segue sendo tratado de forma independente, com acompanhamento das equipes técnicas.
Posicionamento
A TV TODODIA entrou em contato com a Rede Mário Gatti, que se manifestou por meio da seguinte nota:
“A Rede Mário Gatti informa que se trata de um caso isolado na enfermaria, que não tem qualquer relação com o surto registrado na UTI Adulto. A identificação de pacientes com microrganismos multirresistentes, como a Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), faz parte das rotinas de vigilância e segurança assistencial da instituição.
No caso em questão, o resultado da cultura microbiológica que confirmou a presença do microrganismo foi liberado na tarde desta quinta-feira, 19 de março. A partir dessa confirmação, foram imediatamente instituídas as medidas de precaução de contato, conforme protocolos assistenciais e diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e um quarto privativo já foi liberado para isolamento da paciente, que será transferida nas próximas horas.
O prazo de estadia dela em quarto coletivo da enfermaria desde que saiu o resultado é apenas o do período entre fazer limpeza terminal do leito e transferir a paciente.
Situações como essa ocorrem de forma rotineira em todo hospital, especialmente no intervalo entre a liberação do resultado laboratorial e a organização do leito de isolamento, sempre com adoção imediata das medidas de segurança.
A placa informativa no leito é colocada para que os profissionais realizem as práticas adequadas para este tipo de caso. Essas medidas incluem sinalização do leito, uso rigoroso de equipamentos de proteção individual pela equipe e reforço das práticas de higienização.“
*Atualizado às 9h15.





