quarta-feira, 6 maio 2026
OBRAS CONTRA ENCHENTES

Obras extras e reforço estrutural adiam conclusão dos piscinões em Campinas

Alterações envolvem reservatórios dos córregos Proença e Serafim, com mudanças em prazos e custos das intervenções
Por
Guilherme Pierangeli
Obras de macrodrenagem na região do córrego Proença seguem em execução e fazem parte do pacote de intervenções para redução de enchentes na área central de Campinas. Foto: Carlos Bassan/PMC

A Prefeitura de Campinas atualizou o cronograma das obras de macrodrenagem voltadas ao controle de enchentes na região central da cidade. As mudanças atingem os reservatórios dos córregos Serafim e Proença e incluem ampliação de escopo, ajustes técnicos e novos prazos de entrega, que foram ampliados em 9 meses e um ano, respectivamente.

Segundo a administração municipal, as intervenções fazem parte da primeira etapa do conjunto de obras destinadas à redução dos alagamentos em áreas críticas do município.

Reservatório do Proença terá ampliação
O reservatório RP-1, localizado na Praça de Esportes Paranapanema, terá capacidade para armazenar 120 milhões de litros de água. De acordo com o secretário de Infraestrutura, Carlos José Barreiro, a obra já alcançou cerca de 60% de execução. “Essa obra faz parte da primeira etapa do conjunto de intervenções para controle de enchentes na região central de Campinas. Aqui no reservatório do Proença, nós estamos executando os túneis que vão trazer a água da avenida Princesa D’Oeste para o reservatório”, afirmou.

Durante a execução, a Prefeitura decidiu incluir uma obra complementar de macrodrenagem para direcionar também a água da região do Swift ao sistema principal. Com isso, o prazo de entrega foi alterado de junho de 2026 para junho de 2027.

Segundo Barreiro, a mudança também provocará aumento no custo total da obra. “Nós resolvemos fazer uma obra adicional para trazer a água daquela região do alto da cidade também para esse reservatório. Essa decisão faz com que a finalização completa da obra seja adiada em 12 meses”, disse.

O valor total previsto para o empreendimento passou de R$ 205 milhões para R$ 220 milhões.

Obra do Serafim enfrenta dificuldades estruturais
Já o reservatório RS-1, na região da Praça da Ópera, teve o cronograma alterado por questões estruturais e operacionais. Segundo a Prefeitura, o solo da área apresentou condições mais complexas do que o previsto inicialmente, exigindo reforços adicionais na construção dos túneis subterrâneos.

O secretário afirmou que também houve interferências relacionadas à rede elétrica e ao funcionamento de estruturas próximas. “No reservatório Serafim, tivemos várias interferências. O terreno daquela região é mais instável e foi necessário reforçar os túneis com injeções de cimento”, explicou.

Ainda de acordo com Barreiro, as obras precisaram ser adaptadas para minimizar impactos no entorno do Mercado Municipal, do corredor do BRT e de unidades hospitalares da região central. “Também houve dificuldades relacionadas à rede elétrica da região e à necessidade de manter funcionando estruturas importantes como hospitais e o Mercado Municipal”, afirmou.

Com os ajustes, o novo prazo de conclusão do reservatório Serafim passou para março de 2028.

Túnel subterrâneo em construção integra o sistema de drenagem que vai direcionar o fluxo de água para o reservatório do córrego Proença, em Campinas. Foto: Carlos Bassan/PMC

Objetivo é reduzir alagamentos
Segundo a Prefeitura, o reservatório do córrego Serafim terá capacidade para armazenar 80 milhões de litros de água. Um terceiro piscinão, previsto para a avenida Princesa D’Oeste, segue em fase de preparação para licitação.

A estimativa da administração municipal é de que, após concluídas, as obras reduzam em cerca de 90% os alagamentos nas bacias dos córregos Proença e Serafim.

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