segunda-feira, 29 junho 2026
ORGULHO LGBTQIAPN+

Parada do Orgulho LGBT+ reúne milhares em Campinas; deputada Erika Hilton destaca resistência e representatividade

Evento levou diversidade, cultura e manifestações por igualdade às ruas da cidade e reuniu artistas, lideranças e representantes políticos em um dos maiores atos do interior paulista
Por
Thayla Nogueira

A região central de Campinas foi tomada por milhares de pessoas neste domingo (28) durante a 26ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+. Considerada uma das maiores do interior paulista, a manifestação reuniu moradores da cidade e visitantes de diversos municípios em uma programação marcada por música, cultura e reivindicações por respeito, inclusão e garantia de direitos.

Realizada no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a concentração aconteceu na Praça Guilherme de Almeida, com o desfile percorrendo importantes vias do Centro da cidade em quatro trios elétricos. Ao longo do trajeto, artistas, DJs, drag queens e ativistas conduziram apresentações que transformaram as ruas em um grande ato de celebração da diversidade.

Público de toda a região
Além dos moradores de Campinas, a Parada recebeu participantes de diversas cidades do interior paulista. Na área de cobertura da TV TODODIA, apenas Campinas, Hortolândia, Limeira e Piracicaba possuem paradas do orgulho consolidadas, o que faz com que o evento campineiro atraia um público regional cada vez maior.

Segundo a organização, o sucesso da manifestação é resultado de um trabalho desenvolvido durante todo o ano.

“A gente trabalha o ano inteiro para que esse dia aconteça. É um trabalho muito intenso para colocar a Parada na rua e fazer o Mês da Diversidade acontecer”, destacou Eshiley Haughton, integrante da organização do evento.

Representatividade e ocupação dos espaços
Entre as atrações da programação esteve a DJ e artista paulinense Lara Pertile, que retornou à Parada após ter apresentado o evento em 2016. Para ela, a manifestação vai além do aspecto festivo.

“Além de uma celebração, é um ato de representatividade. É importante levar essa mensagem para todas as cidades e refletir, principalmente em ano eleitoral, sobre quem nos representa e quem defende a nossa causa”, afirmou.

Realizada no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a concentração aconteceu na Praça Guilherme de Almeida. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

A edição deste ano também teve como um dos principais destaques a presença da deputada federal Erika Hilton (PSOL), primeira mulher trans e negra eleita para a Câmara dos Deputados. Recebida com entusiasmo pelo público durante todo o percurso, ela ressaltou a importância das paradas como espaços permanentes de resistência.

“As paradas são atos de política, de resistência e de coragem. Elas reafirmam que o nosso corpo e a nossa pauta sempre estarão nas ruas, apesar da violência e de quem quer nos tirar desses espaços”, declarou em entrevista à TV TODODIA.

Ainda durante a visita a Campinas, Erika destacou que a ampliação da representatividade política ajuda a transformar a percepção da sociedade sobre a população LGBTQIAPN+.

“Cada vez que a gente ocupa espaço e mostra o nosso propósito, mais gente entende esse lugar como possível. Eu não diria que o Brasil está preparado, mas diria que nós estamos preparando o Brasil para isso.”

Defesa de direitos e políticas públicas
Outra representante política presente na Parada foi a vereadora de São Paulo Amanda Paschoal (PSOL), educadora e ativista pelos direitos da população LGBTQIAPN+. Ela afirmou que ocupar os espaços públicos continua sendo fundamental para combater o preconceito e fortalecer políticas públicas.

“É fundamental que nós ocupemos as ruas. Quando a sociedade LGBT avança, toda a sociedade avança em conjunto. Precisamos construir políticas públicas que funcionem para todas as pessoas”, afirmou.

Mais que uma celebração
Com shows, apresentações culturais, performances artísticas e manifestações em defesa dos direitos humanos, a 26ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ reforçou a importância da data, celebrada mundialmente em referência à Revolta de Stonewall, ocorrida em 1969, considerada um marco na luta pelos direitos da comunidade.

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