quarta-feira, 6 maio 2026
SAÚDE PÚBLICA

Vigilância Sanitária interdita clínica de estética em Campinas após denúncia de prática ilegal

Estabelecimento no Guanabara foi fechado por falta de licença e de habilitação profissional da responsável durante ação conjunta com a DIG
Por
João Victor Viana
Materiais localizados na clínica foram recolhidos pela Polícia Civil. Foto: Vigilância Sanitária

A Vigilância Sanitária de Campinas interditou um estabelecimento de estética por falta de licença e de habilitação profissional da responsável. A ação foi realizada nesta terça-feira (5), em conjunto com a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas, após denúncia de suspeita de prática ilegal da medicina feita pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).

O estabelecimento fica na Rua Barbosa da Cunha, no bairro Guanabara. No local, eram realizados serviços de estética, consultas, terapia ortomolecular, prescrição e administração de suplementos vitamínicos por via oral e parenteral, além de uso de anestésico local sem licença e sem habilitação.

A responsável apresentou apenas um certificado de tecnólogo em estética. Atividades de prescrição e administração de medicamentos e suplementos só podem ser realizadas por profissionais da saúde registrados e habilitados por seus conselhos de classe, como médicos e nutricionistas.

A suplementação intramuscular e endovenosa também só pode ser feita sob supervisão de profissional da saúde habilitado.

Prática não regulamentada
O local ainda possuía um equipamento Quantum, de biorressonância, que oferece um sistema que, segundo a fabricante, “analisa a frequência eletromagnética das células”. O aparelho não tem validação e a prática não é regulamentada para uso em diagnósticos e tratamentos no país.

“Estava sendo realizado tratamento, com indicação de suplementação, baseando-se em resultados de um equipamento de frequência eletromagnética sem registro ou validação científica e sem profissional habilitado para tal indicação. Isso pode gerar sérios problemas de saúde como intoxicação, sobrecarga dos rins e fígado, problemas no coração, além de muitos outros distúrbios”, explica a coordenadora da Vigilância Sanitária de Campinas, Ana Heloisa de Lima Vieira.

Prazo para recurso
O prazo para recurso é de dez dias. Para voltar a atender, o estabelecimento deverá funcionar em local com estrutura adequada, dentro das normas sanitárias, e apresentar certificado de responsabilidade técnica de um profissional da saúde habilitado e compatível com as atividades realizadas.

A responsável foi encaminhada para a delegacia. O equipamento e outros materiais foram recolhidos pela Polícia Civil.

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também