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Chuva deixa hortaliças mais caras

Ceasa Campinas disponibiliza pela Internet cotação semanal de preços, que vêm subindo com as chuvas

Quem vai à feira talvez não tenha notado. Mas o preço das hortaliças cresce a cada semana, por conta das chuvas. As folhas – alface, rúcula, almeirão e couve, por exemplo – integram o grupo de mercadorias mais sensíveis ao calor e à umidade. Por conta disso, perdem qualidade. As raízes também são prejudicadas com o solo encharcado. 

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O campo produz menos, justamente na época do ano em que o consumo cresce, com a salada um prato obrigatório nestes dias de calor. Resultado: a mercadoria que chega às bancas está mais cara. 

Diferença imperceptível, talvez, mas que tende a aumentar. O quilo da rúcula, por exemplo, que custava no distribuidor R$ 5 no dia 5 de fevereiro, já custava R$ 5,80 uma semana depois. No mesmo período, o almeirão subiu de R$ 5 para R$ 5,60. 

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Por conta disso, a Ceasa (Centrais de Abastecimento) de Campinas, uma das mais importantes do Brasil, disponibiliza na Internet uma cotação semanal de preços, para que o consumidor não tenha prejuízos com a alta certa das hortaliças neste período de chuvas. 

De acordo com Márcio Lima, coordenador do mercado de hortifrútis da central, o serviço, disponibilizado no www.ceasacampinas.com.br, oferece ao cidadão uma cotação semanal de cada produto. 

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Com o recurso, Lima afirma que o cidadão pode ir à feira ou ao supermercado e encher a sacola com mercadorias mais resistentes, com preços estáveis. “Estamos naquela época em que o repolho ou o tomate podem substituir as folhas”, diz. “Basta ao cidadão conferir os preços, semana a semana, e economizar”. 

Na central – por onde circulam em média 20 mil pessoas por dia – atuam cerca de mil comerciantes. A Ceasa Campinas abastece 500 municípios do Interior de São Paulo. 

SAIBA MAIS 

A Ceasa Campinas virou notícia nacional no começo da semana, depois que as tempestades alagaram a cidade de São Paulo. A central campineira foi fundamental para o abastecimento das bancas paulistanas, depois que a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) foi inundada pela cheia do Rio Pinheiros. Cerca de 20 toneladas diárias de alimentos deixam Campinas a cada dia rumo à Capital. Estima-se que o volume de vendas da central tenha crescido 10% desde terça-feira. A Ceagesp precisou ser fechada para limpeza e descarte de alimentos. 

QUEM VENDE, BUSCA SAÍDA 

Tanto o grande distribuidor de hortifrútis como o dono da horta no bairro bolam estratégias para manter os clientes diante dos problemas causados pelas chuvas. 

O empresário Isaías Alcântara é sócio-proprietário de uma grande empresa do segmento, em Santa Bárbara d’Oeste, que planta e colhe em fazendas do Brasil todo. E que também abastece o comércio em diversas unidades da federação. 

Ele afirma que, na época da chuva e do calor, as perdas do campo são imensas. Para sobreviver, procurar manter o preço das mercadorias. 

“A gente procura garantir, nas outras estações, uma lucratividade que banque os prejuízos do verão. Se não for assim, não dá para sobreviver agora”, afirma. 

Denílson Caprara mantém, há 18 anos, uma horta no Jardim Icaraí, também em Santa Bárbara. Cansado dos prejuízos no verão, “quando o Ribeirão dos Toledos sobe e alaga tudo”, ele firmou parcerias com horticultores de diversas regiões do Estado. 

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HORTA | Denílson Caprara, de Santa Bárbara d’Oeste, fez parcerias com horticultores

Estou até plantando menos no verão, para não perder. Recebo mercadoria de fora para abastecer a clientela. Meu fornecedor, agora, é de Mairinque: o relevo da horta evita alagamentos. É assim, os feirantes tiveram de virar parceiros, um ajuda o outro”, disse. 

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